A cantora e compositora Cristina Buarque faleceu neste domingo (20), aos 74 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações causadas por um câncer. A morte foi confirmada por seu filho, Zeca Ferreira, em publicação nas redes sociais.
O primeiro álbum solo veio em 1974, com um repertório focado nos grandes nomes do samba, como Cartola, Noel Rosa, Manacéa, Ismael Silva e Dona Ivone Lara. Com ele, Cristina conquistou reconhecimento nacional ao interpretar a música “Quantas Lágrimas”.
Sua discografia seguiu marcada pela fidelidade ao samba de raiz, com álbuns como Arrebém (1978), Vejo amanhecer (1980), Cristina (1981) e Resgate (1994). Em 1995, passou a usar oficialmente o sobrenome “Buarque” em sua identidade artística, embora já fosse amplamente reconhecida por sua independência e mérito musical, sem se apoiar no prestígio do irmão.
Cristina também influenciou novas gerações de cantoras, como Marisa Monte e Mônica Salmaso. Um exemplo dessa influência foi a regravação de “Esta Melodia” por Marisa Monte no disco Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão (1994), canção que Cristina havia gravado 20 anos antes no LP Prato e faca.
Além da carreira musical, Cristina era admirada por sua dedicação à memória do samba e ao legado dos grandes compositores brasileiros, mantendo viva a tradição do gênero com autenticidade e sensibilidade.
Com informações do Metrópoles e do g1.







