A cultura popular acreana perdeu, nesta segunda-feira (1º), uma de suas figuras mais marcantes: Nathy Lima, de 37 anos, referência da cena junina e figura central da Quadrilha Junina Pega-Pega. Ela morreu na Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), em Rio Branco. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) investiga a possibilidade de dengue hemorrágica como causa da morte.
Segundo a gestora, não havia notificação prévia de suspeita de dengue hemorrágica, mas os protocolos de investigação epidemiológica estão sendo seguidos.
Legado cultural
A morte de Nathy provocou forte comoção entre quadrilheiros, artistas e instituições ligadas às manifestações culturais do Acre. Além da atuação nos arraiais, ela era conhecida pelo engajamento comunitário, pela defesa da cultura popular e pela voz ativa em pautas de representatividade.
A Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) também lamentou sua partida. Em nota, afirmou:
“Artista dedicada, Nathy deixou sua marca na defesa, valorização e alegria dos arraiais acreanos.”
Em março deste ano, Nathy ganhou destaque no Carnaval da Família ao receber o título de Rainha Trans, papel que ela desempenhou com orgulho e propósito.
“Quero ser rainha trans não só por beleza ou samba no pé. A rainha trans que eu represento são todas as trans que enfrentam dificuldades e problemas sociais. Queremos mostrar que existimos e resistimos”, declarou na época.
A morte precoce de Nathy Lima deixa uma lacuna irreparável no movimento junino e na cultura popular do Acre, mas seu legado segue vivo nos passos, ritmos e vozes que continuam celebrando sua história.
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