A morte da adolescente de 13 anos, que levou as polícias civis de cinco estados a deflagrarem, nesta terça-feira (4/8), uma operação conjunta, foi o capítulo final de uma série de violências cometidas por um grupo criminoso por meio da plataforma Discord.
Antes de atentar contra a própria vida, a menina foi constrangida, ameaçada e incentivada pelo grupo a praticar automutilação.
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da Coluna Mirelle Pinheiro
Após a morte da adolescente, o grupo ainda teria publicado uma enquete na plataforma perguntando aos usuários se gostariam de assistir a mais conteúdos semelhantes.
Ao falar sobre o caso, o delegado afirmou que, ao longo de seus 25 anos de carreira, acreditava já ter visto muitos absurdos, mas disse não ser capaz de descrever as barbaridades encontradas no contexto da Operação Lívia.
As investigações apontam que os suspeitos não apenas assistiram à transmissão, como também teriam incentivado a adolescente a continuar com a automutilação e o suicídio. Eles são investigados por induzir, instigar, constranger e ameaçar a vítima durante a live.
A operação
Batizada de Operação Lívia, a ação cumpriu um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de internação de adolescentes e seis mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro.
Até a última atualização, quatro dos cinco adolescentes alvos dos mandados de internação já haviam sido apreendidos.
Ao comentar as operações Lívia e Rede Interrompida — sendo que a segunda investiga um grupo suspeito de planejar atentados em Brasília (DF) durante as eleições de 2026 —, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a importância das recentes mudanças na legislação para viabilizar o trabalho das forças de segurança no enfrentamento desses crimes.
“Por isso, a importância fundamental de valorizarmos essa legislação. Estou falando, particularmente, do Decreto nº 12.880, de 18 de março de 2026, e dos Decretos nº 12.975 e nº 12.976, que tratam, respectivamente, do Eca Digital, do Marco Civil, e diretrizes para a proteção de mulheres na internet”, lembrou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Guedes.




