As mortes violentas no Acre voltaram a crescer após três anos consecutivos de redução. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23), e mostram que o estado registrou 191 mortes violentas intencionais em 2025.
O número representa um aumento de 6,3% em relação a 2024, quando foram contabilizados 179 casos. Com isso, o Acre passou a integrar o grupo de sete estados brasileiros que apresentaram crescimento nesse tipo de crime no último ano.
De acordo com o levantamento, das 191 mortes violentas intencionais registradas no estado, 175 foram classificadas como homicídios dolosos, quando há intenção de matar.
O estudo também aponta que a taxa de mortes violentas no Acre ficou em 21,6 casos por 100 mil habitantes. O índice manteve o estado na 15ª posição do ranking nacional, a mesma ocupada no levantamento anterior.
Além do Acre, também registraram aumento nas mortes violentas intencionais os estados do Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Outro dado que chamou atenção no relatório foi o número de feminicídios. Segundo o anuário, 14 mulheres foram vítimas desse tipo de crime no Acre em 2025, tornando o ano passado o mais letal da década para mulheres no estado.
Entre os casos que mais repercutiram está o assassinato do professor de dança e zumba Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis. Ele desapareceu em setembro de 2025 e teve o corpo encontrado dias depois em uma cova rasa, em uma área de mata no município de Epitaciolândia.
O principal suspeito, Victor Oliveira da Silva, confessou o crime à polícia. Segundo seu depoimento, ele atraiu a vítima para sua residência, onde ocorreu o homicídio, e posteriormente ocultou o corpo.
Outro caso que teve grande repercussão foi o feminicídio de Ivanilde Souza da Silva, de 42 anos, assassinada em agosto de 2025. O principal suspeito é o marido da vítima, Gerbeson do Nascimento Soares, de 26 anos.
Ivanilde sofreu traumatismo craniano grave após ser agredida com uma tábua de cortar carne. Após o crime, o suspeito fugiu, mas acabou sendo entregue à Polícia Civil pelo próprio pai e pelo tio no dia seguinte.
Com informações do G1 Acre.





