O número de mortos nos terremotos da Venezuela chegou a 6.509 nesta segunda-feira (24), dois meses após os dois fortes tremores que atingiram o país. O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e representa 71 mortes a mais em comparação com o levantamento apresentado há uma semana.
Os terremotos ocorreram em 24 de junho e provocaram uma das maiores tragédias sísmicas recentes da América Latina. Os tremores tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e causaram graves danos em diferentes regiões da Venezuela.
Número de mortos continua aumentando
O novo balanço mostra que a contagem de vítimas continua crescendo mesmo dois meses depois dos terremotos.
Segundo as autoridades venezuelanas, o número passou de 6.438 mortes registradas anteriormente para 6.509 vítimas. A diferença representa 71 novos óbitos contabilizados em apenas uma semana.
A dimensão da tragédia mantém o episódio entre os terremotos mais mortais registrados na região nos últimos anos.
Mais de 226 mil pessoas foram atendidas
Além das mortes, o governo venezuelano informou que mais de 226 mil pessoas receberam atendimento em unidades hospitalares após os dois terremotos.
O número inclui vítimas que precisaram de atendimento médico em razão de ferimentos provocados pelos tremores e pelos desabamentos registrados nas áreas atingidas.
A extensão dos danos também impôs uma pressão significativa sobre o sistema de saúde e os serviços de emergência do país.
Milhares ainda podem estar desaparecidos
Ainda não existe um balanço governamental definitivo sobre quantas pessoas continuam desaparecidas após a tragédia.
Dados de uma plataforma organizada pela sociedade civil indicam que mais de 29 mil pessoas permanecem com paradeiro desconhecido. O número, entretanto, não equivale necessariamente ao total de pessoas oficialmente desaparecidas, já que se trata de um levantamento independente.
A identificação das vítimas e a localização de pessoas que perderam contato com familiares continuam sendo alguns dos principais desafios após os terremotos.
Milhares de instalações seguem em situação de risco
A destruição provocada pelos tremores também permanece evidente na infraestrutura venezuelana.
De acordo com o novo balanço, 14.239 instalações no país ainda enfrentam restrições. Outras 11.001 estruturas são classificadas como de alto risco, o que demonstra que os efeitos dos terremotos continuam afetando a população mesmo semanas após o desastre.
Os danos não se limitam às áreas residenciais e atingem diferentes setores da infraestrutura.
Terremotos ocorreram em junho
Os dois terremotos que deram origem à tragédia ocorreram em 24 de junho de 2026. O primeiro teve magnitude 7,2 e foi seguido pouco depois por um tremor ainda mais forte, de magnitude 7,5.
Os abalos atingiram principalmente áreas do centro e do litoral da Venezuela, provocando desabamentos, danos em prédios e interrupções de serviços.
A dimensão dos danos fez com que a operação de resgate e atendimento às vítimas se estendesse por semanas.
Tragédia continua afetando a Venezuela
Mesmo dois meses depois dos terremotos, a Venezuela ainda enfrenta consequências humanas e estruturais do desastre.
O novo número de mortos reforça a dimensão da tragédia, enquanto milhares de estruturas permanecem com restrições ou classificadas como de alto risco.
O balanço divulgado nesta segunda-feira deverá continuar sendo atualizado à medida que autoridades avançarem na identificação de vítimas e na avaliação dos danos provocados pelos terremotos.




