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MP aponta que risco de erosão já era conhecido em ponte

Inquérito Civil da Promotoria de Sena Madureira revela que laudos do Deracre e do CPRM já alertavam para fragilidade nas margens do Rio Iaco antes da construção.

Allyson Barros Por Allyson Barros

Um novo desdobramento da apuração sobre o colapso da Ponte Frei Paolino Baldassari traz novos elementos sobre a tragédiacorrida em junho deste ano. O MP aponta que risco de erosão já era conhecido por órgãos técnicos antes mesmo da contratação e execução das obras de construção da estrutura no município de Sena Madureira.

A Portaria nº 0020/2026, assinada pelo promotor de Justiça Júlio César de Medeiros Silva, instaurou Inquérito Civil para apurar se o desabamento foi provocado por evento natural imprevisível ou por omissões em estudos geotécnicos e na fiscalização do empreendimento. Trechos de documentos do Deracre e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) anexados ao processo comprovam que o fenômeno das “terras caídas” e o avanço contínuo do barranco no Rio Iaco já haviam sido previamente mapeados e sinalizados.

Além de questionar a eficácia das contenções planejadas, o Ministério Público rebateu a tese da Procuradoria-Geral do Estado de que o modelo de contratação integrada isentaria o poder público de fiscalizar os aspectos engenheiris. Vistorias do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MP constataram que a erosão continua avançando no local sem intervenções emergenciais, colocando em risco moradias vizinhas. A Promotoria estipulou prazo para a conclusão do laudo pericial da Polícia Civil e não descarta o ajuizamento de Ação Civil Pública.