ACRE

MPAC concede 15 dias para Sesacre apresentar plano de expansão em ações contra o HIV no Acre

Relatório do MPAC exige dados detalhados por município e campanhas permanentes sobre o conceito 'Indetectável = Intransmissível'.

Allyson Barros Por Allyson Barros

Promotoria aponta escassez de farmacêuticos nos municípios e falta de campanhas contínuas além das datas pontuais. O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) notificou a gestão estadual de saúde para corrigir gargalos na política de combate e diagnóstico de ISTs. O MP cobra plano de expansão em ações de prevenção ao HIV no Acre, estipulando um prazo de 15 dias para que a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) apresente estratégias concretas de descentralização e metas para a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP).

O relatório circunstanciado de acompanhamento foi publicado no Diário Eletrônico da instituição nesta quarta-feira (5).

Apesar de reconhecer a realização de capacitações técnicas e a distribuição de medicamentos desde 2021, o MPAC identificou falhas graves na distribuição interiorana. A escassez de profissionais farmacêuticos em diversos municípios e a limitação de campanhas informativas a meses temáticos (como Dezembro Vermelho e Julho Amarelo) comprometem a estratégia “Indetectável = Intransmissível (I = I)”. A Promotoria exige dados atualizados dos últimos dois anos e ações direcionadas às populações de maior vulnerabilidade.