A Procuradoria Regional Eleitoral propôs uma ação de impugnação do pedido de registro de candidatura à reeleição da deputada estadual por São Paulo Fabiana de Lima Barroso, conhecida por Fabiana Bolsonaro.
O órgão argumenta que o uso do sobrenome no nome de urna pode sugerir algum grau de parentesco com Jair Bolsonaro (PL). A parlamentar não é familiar do ex-presidente.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
Segundo o documento, Fabiana já havia tentado sair com o nome de Fabiana Bolsonaro em 2022, quando foi eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Após ser impedida pela Justiça Eleitoral, ela concorreu com o nome de urna “Fabiana B.”.
O PL tem sete dias para contestar a impugnação apresentada nos autos. A coluna entrou em contato com a assessoria da deputada. O espaço segue aberto para manifestação.
Blackface
Em março, Fabiana ganhou o noticiário após passar a ser acusada por opositores por possível crime de racismo e transfobia durante discurso Alesp.
Na ocasião, a parlamentar praticou blackface — quando alguém pinta o corpo ou o rosto para representar pessoas negras — para criticar a deputada federal Erika Hilton (PSol).
À época, em nota, a defesa da deputada afirmou que a acusação era uma “mentira deliberada para tentar calar um debate legítimo”.
“Não sou negra, e por isso não tenho lugar de fala em favor dos negros, mas aproveitei para deixar claro o meu respeito e afirmar que não sofro com esse odiável preconceito, porque não sou negra. Em nenhum momento debochei, fiz piada ou desrespeitei a luta histórica do povo negro. Pelo contrário: reconheci e respeitei essas dores reais”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinicius Passarelli.




