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MPAC investiga possíveis irregularidades no uso de agrotóxicos em áreas de vegetação no Acre

Inquérito civil busca identificar responsáveis, impactos ambientais e eventuais falhas de fiscalização em 15 municípios acreanos.

Camila Souza Por

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades no uso de agrotóxicos em áreas de vegetação nativa no estado. A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema).

Segundo o levantamento que motivou o procedimento, foram identificados alertas relacionados à possível utilização de agentes químicos para o controle de plantas invasoras em aproximadamente 879,05 hectares distribuídos por diferentes regiões do Acre.

Os alertas abrangem 15 municípios: Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Plácido de Castro, Acrelândia, Porto Acre, Bujari, Rio Branco, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves.

Entre os municípios citados, os maiores registros em extensão estão em Rio Branco, Porto Acre, Brasileia e Sena Madureira.

De acordo com a coordenadora-geral do Gaema, promotora de Justiça Manuela Canuto, o procedimento pretende identificar os produtos utilizados, os responsáveis pelas aplicações e possíveis falhas na fiscalização. A investigação também deve verificar eventuais aplicações aéreas realizadas com drones e analisar informações como localização, datas, horários e condições meteorológicas.

O MPAC também determinou o envio de ofícios ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF) e ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC) para obter informações sobre os alertas.

Entre os dados solicitados estão registros e autorizações, produtos utilizados, responsáveis, medidas de fiscalização, informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), licenciamento e possíveis ocorrências em áreas ambientalmente protegidas.

Após o recebimento das informações, o material será encaminhado ao Núcleo de Apoio Técnico Especializado (NAT) do MPAC. A equipe deverá realizar uma análise técnico-ambiental e geoespacial dos dados.

A avaliação pretende relacionar os alertas aos imóveis rurais e verificar possíveis ocorrências em áreas ambientalmente protegidas. A partir dessa análise, também poderão ser identificadas situações que necessitem de vistoria, perícia ou coleta de amostras.