O argumento consta em manifestação assinada nessa quinta-feira (20/8) pelo promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para defender a manutenção da prisão preventiva de Deolane e dos demais réus do processo.
Segundo Gakiya, uma vez soltos, os acusados “certamente esquivar-se-ão do comparecimento a Juízo”, provocando o que ele chama de “crise de instância” e tentando escapar da aplicação de uma eventual pena.
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Agentes usam carabinas IMBEL IA2 5,56 adquiridas pelo governo em 2016 durante escolta de Marcola
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Deolane Bezerra.
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Deolane posou em foto com carrão
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Após prisão, restaurante tira nome de Deolane Bezerra do cardápio
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Deolane Bezerra.
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Marcola é apontado como chefe do PCC
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Marcola está na Penitenciária Federal do DF
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Marcola: líder do PCC é levado a hospital no DF sob forte esquema de segurança
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Marcola ao telefone, enquanto fala com a esposa, durante visita dela à prisão
Reprodução/ TV Globo
PCC fora do Brasil
Para sustentar o risco de fuga, o promotor cita o fato de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho permanecerem foragidos.
Os dois são filhos de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e sobrinhos de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como principal liderança do PCC.
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do Metrópoles
Gakiya destaca que Marcola e Alejandro são lideranças de uma organização criminosa com atuação em todo o Brasil e “ramificações em países vizinhos”, circunstância que, segundo ele, “facilitaria a evasão” dos acusados.
O documento não afirma que integrantes do PCC tenham preparado uma fuga para Deolane. O argumento do MPSP é que a estrutura e a capilaridade da facção ampliariam as possibilidades de evasão caso os réus fossem colocados em liberdade.
“Verdadeiro caixa”
Na mesma manifestação, o Gaeco reafirma a acusação de que Deolane ocupava posição central no esquema investigado.
A influenciadora é apontada como “principal integrante do núcleo financeiro” e “verdadeiro caixa da organização criminosa”. Segundo a acusação, ela teria participado de atos de ocultação e dissimulação de dinheiro de origem ilícita por meio de contas ligadas a ela e a suas empresas, além da conversão dos valores em bens de alto valor.
O Gaeco também voltou a mencionar um suposto plano de reestruturação das empresas de Deolane e de transferência delas para fundos em Dubai, ponto que já havia sido apresentado anteriormente na investigação.
Deolane responde pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa nega as acusações.
Ao final da manifestação, Gakiya pede que a Justiça mantenha a prisão preventiva de todos os réus, argumentando que continuam presentes os riscos à ordem pública e à aplicação da lei penal.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alfredo Henrique.




