As mulheres nas candidaturas das eleições 2026 representam 34,8% dos registros apresentados à Justiça Eleitoral até este domingo (16), segundo dados atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 7.134 candidatas em um universo de 20.496 registros, enquanto os homens somam 13.362 candidaturas.
O percentual representa um avanço em relação às eleições gerais de 2022, quando as mulheres correspondiam a 33,8% dos registros. Naquele ano, foram 9.890 candidaturas femininas entre 29.262 pedidos apresentados.
No Senado, as mulheres correspondem a 21,9% das candidaturas, com 69 nomes entre os 315 registros. Quatro anos atrás, eram 58 mulheres entre 243 candidatos, percentual de 23,9%.
A presença feminina é maior nas candidaturas a vice. Entre os 13 candidatos a vice-presidente, cinco são mulheres, o que corresponde a 38,5%. O índice se mantém igual ao de 2022.
Na disputa pelas vice-governadorias, a participação chega a 42,9%, com 84 mulheres entre 196 candidatos. É o maior percentual feminino entre os cargos analisados.
Nas candidaturas proporcionais, o cenário apresenta uma participação feminina um pouco maior. Somadas as disputas para deputado federal, estadual e distrital, as mulheres representam 35,3% dos registros, com 6.746 candidaturas entre 19.127 nomes.
O percentual também aumentou nas três categorias. Entre os candidatos a deputado federal, a presença feminina passou de 35% em 2022 para 36,5% em 2026. Na disputa pelas Assembleias Legislativas, subiu de 33,5% para 34,4%. Entre os candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal, avançou de 34,8% para 35,5%.
Mesmo com os avanços, os homens ainda representam quase dois terços das candidaturas proporcionais.
Os dados do TSE também mostram diferenças na participação feminina conforme a declaração de cor ou raça dos candidatos. Entre os candidatos pretos, 44,2% são mulheres. São 1.235 candidatas em um total de 2.794 registros.
Entre os candidatos indígenas, as mulheres representam 44%, com 84 candidaturas de um total de 191. O percentual é de 39,3% entre candidatos amarelos, 33,6% entre pardos e 32,9% entre brancos.
Considerando apenas as mulheres que disputam as eleições deste ano, 45,9% se declararam brancas, 35% pardas, 17,3% pretas, 1,2% indígenas e 0,6% amarelas.
Mulheres pretas e pardas somam 3.731 candidaturas, correspondendo a 52,3% do total feminino.
A participação também varia bastante entre os partidos. Dos 30 partidos que participam das eleições de 2026, a União Popular (UP) é a única legenda em que as mulheres são maioria entre todos os registros, com 53,2%.
Em quantidade absoluta, o PL aparece com o maior número de candidatas, 536. O partido tem 1.624 registros no total, fazendo com que as mulheres representem 33% das candidaturas da legenda.
Na sequência aparecem MDB, com 488 candidatas; Republicanos, com 429; Podemos, com 423; Novo, com 420; e PT, com 402.
Entre os partidos com maior participação proporcional de mulheres estão, além da UP, Cidadania, com 42,5%; PSTU, com 40,5%; PCdoB, com 44,5%; PSOL, com 40%; PV, com 39,2%; Rede, com 38%; e União, com 37%.
No outro extremo, o PRTB apresenta 10% de participação feminina, mas a base é pequena: são apenas dez registros. O PCB tem 21,7%, também calculados sobre um número reduzido de candidaturas.
Na comparação com 2022, o Cidadania registrou um dos maiores crescimentos entre as legendas que participaram das duas eleições, passando de 35,3% para 42,5% de mulheres entre seus candidatos.
No PT, o percentual ficou praticamente estável, de 36,9% para 36,7%. Já no Republicanos, caiu de 33,3% para 33,1%. No PL, houve aumento de 32,3% para 33%.
Enquanto isso, o eleitorado feminino continua sendo maioria no país. Dos 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar em 2026, 83,9 milhões são mulheres, o equivalente a 52,8% do eleitorado.
Os números de candidaturas ainda podem sofrer alterações. Isso porque a Justiça Eleitoral continuará analisando os pedidos de registro e podem ocorrer substituições de candidatos ao longo do processo eleitoral.
Com informações do G1.




