O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai priorizar palanques no Sudeste na largada da campanha à reeleição. Depois de iniciar a disputa nesse domingo (16/8), em São Bernardo do Campo (SP), o petista já tem compromissos eleitorais marcados em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
A região concentra os maiores colégios eleitorais do país e é também onde a disputa entre os presidenciáveis se mostra mais acirrada. Como mostrou o Metrópoles, a dois meses do primeiro turno, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) registram empate técnico nos três estados, que, juntos, reúnem 63,3 milhões de eleitores.
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do Metrópoles
Também em São Paulo, Lula escolheu São Bernardo do Campo, onde iniciou sua trajetória sindical e política, para dar a largada oficial à campanha. O ato ocorreu no Estádio Municipal 1º de Maio, na Vila Euclides, palco de manifestações sindicais nas décadas de 1970 e 1980.
A prioridade dada ao Sudeste também apareceu no palanque. Lula esteve ao lado de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e Patrus Ananias (PT), que disputa o governo de Minas Gerais. Durante o evento, Patrus destacou o peso do estado na eleição presidencial e afirmou que “ganhar em Minas é ganhar o Brasil”.
Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro tem apresentado um desempenho melhor nas pesquisas de intenção de voto. No levantamento da Genial/Quaest, divulgado no final de julho, o candidato do PL registrou 40% contra 35% de Lula no segundo turno, no estado.
O candidato apoiado por Flávio, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), também lidera a disputa contra Fernando Haddad a dois meses das eleições. Nesse cenário, a tendência é que Lula viaje mais ao estado para reforçar o palanque. Aliados defendem que, diferentemente de outros anos, o resultado em São Paulo será o que vai definir a eleição presidencial.
Campanha 2026
- A campanha eleitoral começou oficialmente nesse domingo (16/8).
- Lula, Flávio, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) escolheram os seus berços políticos para dar início à campanha presidencial.
- A partir de agora, ficam permitidas, por exemplo, a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet e a realização de comícios e utilização de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8h e 24h, com exceção do comício de encerramento da campanha, que poderá ser prorrogado por mais duas horas;
- Também é autorizado o uso de alto-falantes e amplificadores de som entre 8h e 22h, desde que respeitada a distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, dos tribunais e quartéis e, quando em funcionamento, de hospitais, casas de saúde, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros;
- É possível ainda a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato ou candidata, respeitadas as normas estabelecidas na legislação.
- Já a propaganda em rádio e TV começa somente em 28 de agosto, no horário eleitoral gratuito. Diariamente, as emissoras deverão destinar 70 minutos da programação para inserções de 30 e 60 segundos para os candidatos.
Próximas agendas
Na próxima sexta-feira (21/8), Lula vai a Belo Horizonte para participar do lançamento da campanha de Patrus.
O cenário no estado é mais complexo. Com a confirmação da candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder isolado nas pesquisas, o postulante petista precisa ganhar fôlego para levar a disputa ao segundo turno e garantir um palanque para Lula até outubro.
De acordo com a última pesquisa Genial/Quaest, Patrus empata tecnicamente com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) no primeiro turno, enquanto Cleitinho lidera com folga a disputa — 35% das intenções de voto, contra 12% de Kalil e, 10%, de Patrus. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Ainda segundo o levantamento, em uma simulação do segundo turno entre Cleitinho e Patrus, o senador levaria a melhor com 46% contra 31% do petista.
Já no sábado (22/8), Lula comandará um ato de campanha no Rio de Janeiro. Como mostrou o Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, o petista fará um comício no estádio Moça Bonita, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense. A expectativa é que o evento reúna o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio, e os deputados Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT), postulantes ao Senado.
No mesmo dia, Flávio também prevê uma agenda eleitoral na capital fluminense. O candidato do PL programa um evento no Maracanãzinho, enquanto Lula estará em Bangu. A coincidência das agendas reforça a disputa dos dois candidatos pelo eleitorado do Rio, onde as pesquisas apontam um cenário apertado na corrida presidencial.
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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa de evento dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)
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O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
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Presidente do Brasil, Lula recebe xxx por mês
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Presidente do Brasil, Lula
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Convenção do PSB, em Brasília
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Lula na convenção do PSB, em Brasília
LUIS NOVA/METRÓPOLES
@LuisGustavoNova
Estados no radar
Para além dos compromissos no Sudeste, o presidente costura agendas em outros estados considerados prioritários. Há a expectativa da ida do petista ao Rio Grande do Sul no final do mês. No estado, ele apoia a candidatura da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), ao governo gaúcho, e de Manuela D’Ávila (PSol) e Paulo Pimenta (PT) ao Senado.
Aliados também esperam a presença de Lula em compromissos pelo Norte e Nordeste do país, em estados como Pará, Pernambuco e Ceará. Neste último, o próprio presidente manifestou interesse em estar na campanha para reforçar a imagem junto ao candidato à reeleição, o governador Elmano de Freitas (PT).
“Vamos vincular. Quem vota no Lula, vota no Elmano”, disse o chefe do Planalto durante entrevista a podcasts, na última sexta-feira (14/8).
De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada na quinta, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) tem 52% das intenções de voto no primeiro turno contra 33% de Elmano. Caso este fosse o resultado final, o pleito acabaria já na primeira fase da eleição, configurando uma dura derrota para o presidente. O PT governa o estado há 11 anos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniela Santos.




