ENTRETENIMENTO

Na Copa dos protagonistas, foi o melhor futebol coletivo que saiu com o título

Por João Victor

Na Copa dos protagonistas, foi o melhor futebol coletivo que saiu com o título

Espanha vai na contramão do que foi feito por outras seleções durante o Mundial

*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

(A Espanha é bicampeã do Mundo / Foto: Instagram @sefutbol )

Se durante quase toda a edição de 2026, a Copa do Mundo foi vendida como a “Copa dos protagonistas”, a grande campeã, Espanha, se destaca não por conta de um jogador em específico, mas por um jogo coletivo que domina todos os seus adversários. É claro que muitos vão cair na armadilha de dizer que o título é de Rodri, eleito o “bola de ouro” da competição, ou Yamal como jovem estrela e atleta mais midiático, mas a verdade é que diferente dos rivais, a Espanha é uma orquestra sinfônica que só funciona com todos seus componentes, sem tirar nem por.

Talvez não seja um título que comova, uma vez que os espanhóis, centrados, raramente deixam suas partidas se tornarem “emocionantes” como a Argentina. Também não é uma equipe que seja recheada de super estrelas como a França, ou que tenha uma faixa como “Wonderwall” para acompanhar a campanha como a Inglaterra. Mas de justiça não podemos reclamar, o título está em boas mãos, o melhor time, na melhor forma de definir a palavra, ganhou o título.

Veja as fotos

A partida foi marcada pelo domínio espanhol.Reprodução/FIFA World Cup A Espanha é bicampeã do Mundo / Foto: Instagram @sefutbol Bandeiras de Espanha e Argentina na cerimônia antes do início da partida.Reprodução/AFA

Esportes

“45 minutos podem custar um sonho de infância”, diz Casemiro após a derrota do Brasil

Esportes

“Acabou o futebol por causa das redes sociais”, diz Renato ao se demitir do Fluminense

Esportes

“Despedida” antes da Copa: Brasil marca amistoso no Maracanã em Maio

Esportes

“Não quero parecer humilde”, diz Cristiano Ronaldo ao afirmar ser melhor que Messi

Do “susto” na estreia com um empate contra Cabo Verde, onde surpreendeu negativamente, a Espanha dominou completamente seus adversários dali para a frente. Tendo piores e melhores jogos, mas sempre dominando. O gol saiu dos pés de Ferran Torres, mais um do time espanhol a ter uma copa “discreta”, sempre saindo do banco de reservas entregando números modestos: 1 gol e 1 assistência. No entanto, as duas em fases eliminatórias.

Na grande final, o domínio pode não ter se reproduzido no placar, mas nas estatísticas. 21 chutes a 3, sendo que as 3 finalizações argentinas, nenhuma no alvo, só aconteceram após o gol espanhol. E se engana quem acha que foi a expulsão de Enzo Fernández causou a mudança no roteiro do jogo. Muito pelo contrário, a Espanha só seguiu fazendo o que já vinha fazendo.

Assistir a Espanha jogar talvez seja até chato. Mas é uma aula de futebol, uma lição de que um projeto bem esclarecido de futebol rende frutos. Só neste ciclo a “La Roja” foi campeã da Liga das Nações (2022/23), Eurocopa (2024), olímpica (2024) e do Mundo (2026). O único título que não foi conquistado foi a da Liga das Nações da temporada 2024/25, perdida na grande decisão nos pênaltis.

E sabe o mais assustador? Esta Espanha é um time repleto de jovens como Yamal (19 anos), Pedri (23 anos), Cubarsí (19 anos) e uma série de outros jogadores que mesmo não sendo garotos podem jogar tranquilamente uma nova Copa do Mundo como Rodri, Dani Olmo e Cucurella.

Já a Argentina, por mais que a derrota doa, é inegável que os atletas deixaram o coração e os “huevos” em campo. O destino, no entanto, acabou sendo um pouco cruel com Lionel Messi, o maior jogador argentino de todos os tempos (me perdoe, Maradona), que começou a Copa arrebentando todos os recordes e deixa o mundial de “mãos vazias”, sem título e sem a marca de maior artilheiro de todos os tempos nas Copas (foi superado por Mbappé).

Mas Messi fez de sua (provável) última dança com a Seleção Argentina um tango interminável com os mais lindos acordes de Carlos Gardel. A inveja brasileira agora ganha contornos de alívio, mas não deixa de ser inveja.

Fique por dentro!

Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.

Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

<!– Comentários –>


Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por João Victor.