
O deputado Daniel Zen (PT), acusa o governador Gladson Cameli (PP) e o senador Márcio Bittar de distorcerem as coisas, menosprezando a inteligência dos eleitores. Zen refere-se a suspensão do pagamento das emendas do chamado orçamento secreto ou emendas de relator de mais de R$ 18 bilhões. A suspensão do pagamento foi decidida pelo STF.
O parlamentar marcou o governador e o senador num claro desafio.
Especialistas ouvidos pelos deputados federais destacaram a falta de transparência e o uso político desses recursos públicos. O fundador da Associação Contas Abertas, Gil Castelo Branco, percebeu valores atípicos de empenho orçamentário em outubro, sobretudo nos dias próximos à votação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados. “Foram quase R$ 3 bilhões empenhados naquele mês, enquanto o maior valor mensal, até então, não tinha passado de R$ 1,9 bilhão. Só nos dias 28 e 29 de outubro, os empenhos chegaram a R$ 909 milhões, segundo Gil Castelo Branco.“Os fatos saltam aos olhos. Acompanho o orçamento público há quase 40 anos e nunca tinha visto, até então, um instrumento tão promíscuo no relacionamento entre Executivo e Legislativo como foi essa situação das emendas de relator”.
Gil Castelo Branco elogiou a decisão do STF.



