O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o plano de paz para a Faixa de Gaza proposto pelos Estados Unidos, e afirmou que militares israelenses não vão deixar o enclave palestino. A informação foi divulgada neste domingo (9/8) pelo premiê israelense.
“Israel não aceita o documento de 15 pontos. As Forças de Defesa de Israel não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas esteja genuinamente desarmado”, disse Netanyahu durante uma reunião de governo.
Essa foi o primeiro posicionamento do premiê israelense desde o anúncio do acordo para o desarmamento do Hamas e a retirada das Forças de Defesa de Israel (FDI) de Gaza.
No fim de julho, o Hamas aceitou se desarmar para avançar na implementação da segunda fase do plano de paz firmado em outubro do último ano.
Logo após o anúncio do grupo palestino, o Conselho de Paz criado pelos EUA para supervisionar o cumprimento do pacto divulgou um roteiro de 15 pontos, que devia ser seguido por Israel e Hamas.
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do Metrópoles
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Apesar de o Hamas ter aceitado a desmilitarização — assim como concordou em entregar o governo na Faixa de Gaza para uma administração civil —, o governo israelense criticou alguns pontos do acordo que abrem brechas para a manutenção de armas leves.
“Quando eu digo desarmamento do Hamas, quero dizer armamento pesado, armamento leve, todo tipo de armamento. Estamos falando de desarmamento genuíno, não de desarmamento fictício”, afirmou Netanyahu ao revelar que militares israelenses só vão se retirar de Gaza após a desmilitarização completa do grupo palestino.
No discurso deste fim de semana, Netanyahu ainda destacou que um Estado Palestino não será estabelecido enquanto ele for primeiro-ministro de Israel.
O desarmamento do Hamas e a retirada de militares israelenses da Faixa de Gaza fazem parte da segunda fase do acordo de paz mediado pela administração Trump no último ano.
Somente depois do cumprimento desta etapa é que a terceira e última fase será implementada. Nela está prevista a reconstrução do enclave palestino e o início da transição política local.
Enquanto o plano não avança, a Faixa de Gaza continua a ser alvo de bombardeios israelenses. As FDI, no entanto, afirmam que as violações no cessar-fogo visam destruir membros do Hamas e instalações do grupo no enclave.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Junio Silva.




