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Ney Matogrosso mantém propriedade dedicada à preservação ambiental

Por Julia de Mesquita
Reprodução/Instagram

Em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, uma área de aproximadamente 140 hectares comprada por Ney Matogrosso nos anos 1990 se transformou em mais do que um refúgio longe da cidade. Cercada pela Mata Atlântica, a propriedade passou a abrigar um projeto de reabilitação e devolução de animais silvestres à natureza, em parceria com o Instituto Vida Livre — cujo o cantor é patrono.

Vida livre em primeiro lugar

A iniciativa, autorizada pelo Ibama, já possibilitou que mais de 10 mil animais fossem devolvidos ao ambiente natural e voltou a ganhar destaque após a visita de Marisa Monte, quando a cantora acompanhou a soltura de uma preguiça-de-três-dedos reabilitada.

“Eu sempre convivi com muita tranquilidade e harmonia na natureza. Esse trabalho é a continuação de algo que eu sempre fiz. Quando encontrei esse lugar, achei adequado para desenvolver esse trabalho. E eu desejei tanto que o Vida Livre apareceu. Eu queria usar esse lugar para isso”, declarou o artista em vídeo.

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Refúgio na natureza

Localizada no distrito de Sampaio Corrêa, a propriedade reúne nascentes, fontes de água potável e o Rio Mato Grosso. A casa onde o cantor passa períodos de descanso também acompanha o cenário da região — com dois andares, madeira na estrutura e varandas abertas para a floresta —, já que a proposta é manter a construção integrada à paisagem, sem grandes intervenções.

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do Metrópoles

Durante o período de isolamento provocado pela pandemia de covid-19, a fazenda se tornou um dos principais refúgios de Ney, que também encontra no local uma forma de manter uma rotina mais próxima da natureza. Entre as experiências que fazem parte de sua passagem estão beber água diretamente das nascentes e aproveitar o silêncio proporcionado pela mata.

Ney Matogrosso

Outras espécies

Além da preguiça-de-três-dedos, a área de preservação também funciona como destino para outras diferentes espécies que precisam de cuidados antes voltar à vida livre. Já passaram pelo local animais como capivaras, tamanduás, lontras, gambás, corujas, periquitos, gaviões, cobras, tartarugas e até jacarés.

Nesse caso, antes de serem soltos, eles recebem acompanhamento veterinário e passam por uma etapa de adaptação.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia de Mesquita.