Pesquisadores do Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um bioplástico inovador que se degrada rapidamente, tanto em compostagem quanto no ambiente. O novo material utiliza pequenas partículas bioativas de alimentos funcionais, como cenoura e chia, para criar bioplásticos que, ao contrário dos plásticos sintéticos, não deixam resíduos prejudiciais ao meio ambiente.
Em condições ideais de compostagem, esses bioplásticos perdem 90% da sua massa em 180 dias e se degradam mais rapidamente do que os plásticos compostáveis existentes. O ideal é que sejam descartados em composteiras, que oferecem condições apropriadas para a sua decomposição.
Embora os bioplásticos não possam ser reciclados, eles atendem a grande parte da demanda por plásticos descartáveis. A professora Tavares destaca que, embora os polímeros sintéticos não desapareçam completamente – devido à sua aplicação em itens como peças de avião e equipamentos de segurança – a substituição de muitos plásticos de uso diário por bioplásticos biodegradáveis é possível e benéfica.
A pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), está atualmente em processo de patenteamento. A equipe também está buscando empresas interessadas em produzir o bioplástico.
Via Agência Brasil.





