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Nubank Parque confirma acordo entre BTG e WTorre; saiba detalhes

Por Guilherme Silva

Nubank Parque confirma acordo entre BTG e WTorre; saiba detalhes

BTG passará a ser o sócio majoritário da Real Arenas, responsável pela operação do estádio, enquanto WTorre continuará no negócio

Nubank Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo (Reprodução/Anderson Romão)

A mudança no controle da operação do Nubank Parque está confirmada. O BTG passará a ser o sócio majoritário da Real Arenas, empresa responsável pela gestão da arena do Palmeiras, em acordo firmado com a WTorre. A construtora continuará como acionista e terá participação nas decisões estratégicas, com assento no Conselho de Administração. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista PVC, do UOL, e confirmada ao portal LeoDias. O acordo será submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como parte dos procedimentos necessários para a mudança de controle.

Apesar da alteração no comando da operação, a estrutura atual da arena será mantida em pontos importantes para o Palmeiras. A escritura de superfície firmada pelo clube com a WTorre continua válida até 2044, assim como os termos estabelecidos no contrato para a exploração comercial do estádio.

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Allianz Parque é um dos estádios que utiliza grama sintética no Brasil / Reprodução Palco montado no Allianz Parque (Reprodução) Allianz Parque (Reprodução)

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O que muda no controle do estádio

Com a entrada do BTG como sócio majoritário, as principais decisões relacionadas à operação do Nubank Parque passam a ficar sob responsabilidade do banco. A WTorre, que participou da construção e gestão da arena desde sua inauguração, permanece na sociedade e mantém participação na administração.

A equipe responsável pelo funcionamento do estádio também seguirá em seus cargos. Marcelo Frazão, CEO do Nubank Parque, continuará à frente da operação.

A manutenção da estrutura atual também vale para os contratos já firmados. Shows, eventos e acordos com produtoras seguem de acordo com o que havia sido estabelecido anteriormente.

A partir da mudança de controle, porém, caberá ao BTG conduzir as decisões relacionadas ao calendário da arena e às negociações de novos eventos.

Palmeiras mantém acordo até 2044

Para o Palmeiras, a alteração societária não modifica, neste momento, os termos estabelecidos na escritura de superfície para exploração comercial do estádio. O contrato prevê a utilização da arena até 2044 e estabelece os percentuais destinados ao clube sobre diferentes fontes de receita.

Nas receitas provenientes da locação do estádio para eventos e da exploração de áreas comerciais, como lojas, lanchonetes e estacionamento, o percentual atualmente previsto para o Palmeiras é de 30%. Esse índice sobe gradualmente conforme o tempo de operação da arena, chegando a 45% entre o 25º e o 30º ano.

Já nas receitas relacionadas à locação de cadeiras e camarotes, além do naming rights, o percentual atual é de 15%, com previsão de crescimento até 30% no período entre o 25º e o 30º ano de funcionamento.

A mudança no controle da Real Arenas não altera esses termos previstos no acordo entre Palmeiras e WTorre.

BTG já tinha relação com a arena

A aproximação entre o banco e o estádio não começou com o novo acordo. Em 2024, o BTG adquiriu dívidas que a WTorre mantinha com o Banco do Brasil, incluindo obrigações relacionadas ao financiamento utilizado para a construção da arena.

Desde então, as partes passaram a discutir a possibilidade de o banco assumir uma participação maior na operação. O movimento agora avança com o acordo que coloca o BTG como sócio majoritário da Real Arenas.

O estádio também passou por outra mudança importante em 2025, quando deixou de se chamar Allianz Parque e passou a adotar o nome Nubank Parque. O novo acordo de naming rights foi firmado entre o Palmeiras e o Nubank após 12 anos de parceria com a Allianz.

Próximos passos

O pré-contrato entre BTG e WTorre será encaminhado ao Cade para análise da mudança de controle. Até a conclusão dos procedimentos, a operação segue com a estrutura atual.

Com a efetivação do acordo, o BTG ficará à frente das decisões da Real Arenas, enquanto a WTorre continuará como acionista e integrante do Conselho de Administração.

Para o Palmeiras, permanecem válidos os contratos e direitos já estabelecidos, incluindo a escritura de superfície até 2044 e os mecanismos de participação nas receitas geradas pela exploração comercial do estádio.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Guilherme Silva.