Em clima de celebração pela chegada de “O Agente Secreto” no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e de reflexão política, Kleber Mendonça Filho contou um pouco das expectativas ao escrever o filme. Segundo o diretor e roteirista, apesar de ser ambientado na década de 70, o longa fala sobre “o Brasil nos últimos dez anos”.
“Quando eu comecei a escrever ‘O Agente Secreto’, eu achava que estava escrevendo um filme de época, mas eu fui aos poucos entendendo que esse filme, na verdade, é sobre o Brasil dos últimos dez anos”, revelou.
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Selecionado para a pré-lista do Oscar 2026 para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, o título se passa durante o ano 1977 em Recife (PE). A trama, porém, vai além de retratar a Ditadura Militar e se aprofunda em temas sensíveis e recorrentes na história do país – e do cinema brasileiro.
“Felizmente, agora estamos em um momento muito melhor, principalmente com o que aconteceu nessa semana [a condenação de Bolsonaro]. Eu estava viajando para os Estados Unidos com este filme e colegas americanos dizem que o Brasil é um exemplo de como a Justiça pode funcionar”, declarou o diretor.
“O Agente Secreto” estreará, oficialmente, no dia 6 de novembro. Antes disso, porém, o filme passará por uma maratona de pré-estreias em festivais de algumas das principais capitais do país. Além de Recife e Brasília, as exibições ocorrerão no “Olhar do Norte”, em Manaus”; “Maranhão na Tela”, em São Luís; “CineBH”, em Belo Horizonte; e “Cine Ceará”, em Fortaleza.




