
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comanda, na manhã desta sexta-feira (27/1), reunião com os governadores das 27 unidades da Federação.
“Sabemos que os governadores querem discutir uma série de coisas. A questão do ICMS é uma coisa que está na cabeça de vocês desde que foi aprovado pelo Congresso. Podemos acertar, a gente não vai deixar de discutir nenhum assunto com vocês”, disse Lula.
“A segunda coisa é que queremos ouvir o que consideram prioritário para os estados de vocês. Não temos o orçamento que imaginamos, foi construído pelo governo anterior”, afirmou.
Lula também destacou que o diálogo com todos os governadores está aberto, independentemente dos apoios políticos na campanha eleitoral. “A porta do Palácio do Planalto estará aberta a todo governador que quiser conversar. Governar de forma civilizada é muito importante para que a gente possa encontrar a paz nesse Brasil. Vamos garantir ao povo brasileiro que a disseminação do ódio acabou”, ressaltou o presidente.
“O telefone estará pronto para atender qualquer demanda. E que nenhum governador tenha qualquer cisma para telefonar para falar bem, que ligue para reclamar. O que não pode é a gente deixar de ter essa coisa muito civilizada que o Brasil precisa”, acrescentou Lula.
Pautas prioritárias
Uma das principais pautas do encontro é a reposição das perdas de arrecadação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis, energia elétrica, serviços de comunicação e transporte público.
Leis editadas no ano passado definiram que a alíquota do ICMS deveria ser unificada em todo o país, com tributação sobre unidade de medida, em vez do percentual sobre o preço médio dos combustíveis. Além disso, a cobrança do imposto foi limitada. Segundo os governadores, com as normas, estados e municípios preveem perdas de R$ 38,3 bilhões em arrecadações com o imposto.
A reunião com governadores foi prometida pelo petista na campanha eleitoral. Entre os ministros presentes estão Geraldo Alckmin (vice-presidente e Indústria e Comércio), Rui Costa (Casa Civil), Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Fazenda) e Nísia Trindade (Saúde).
Lula já se reuniu com governadores
Esta é a segunda vez que o presidente se encontra com o conjunto dos chefes estaduais. A primeira reunião ocorreu em 9 de janeiro, um dia após os atos golpistas nos quais bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. O encontro teve valor simbólico. Serviu para mostrar normalidade ante os atos e ressaltar a força das instituições democráticas.
Presidente Lula se reúne com governadores para debater medidas contra terrorismoVinícius Schmidt/Metrópoles
Na ocasião, Lula disse aos governadores que o intuito do encontro era “prestar solidariedade ao país e à democracia”. O presidente fez diversas críticas à Polícia Militar do Distrito Federal e a generais das Forças Armadas, que teriam sido omissos e coniventes com os vândalos bolsonaristas que depredaram prédios públicos.
Por Metrópoles



