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O dilema da campanha de Simone Tebet na corrida ao Senado em SP

Por Vinicius Passarelli
Alessandra Ferreira/Metrópoles

Isso porque existe a avaliação de que, embora integrante da chapa liderada pelo PT, Tebet tem potencial para atrair o segundo voto de eleitores de André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), candidatos da chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A ideia, portanto, é adotar um discurso capaz de captar votos tanto de eleitores de Fernando Haddad (PT) como de Tarcísio.

Pesquisa da Genial/Quaest divulgada na última semana apontou que Lula tem 30% das intenções de voto em São Paulo, contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Um dos cálculos feitos é de que, caso Tebet consiga colar completamente seu nome a Lula, de quem foi ministra do Planejamento, uma votação próxima à casa dos 30% é suficiente para elegê-la.

Por outro lado, o movimento pode gerar o risco de afastar os eleitores de centro e direita, especialmente do interior paulista, cujo público tem histórico de maior rejeição ao PT. O desafio, portanto, é encontrar um equilíbrio entre as duas coisas, segundo pessoas no entorno de Tebet. O perfil mais “centrista” da ex-ministra foi um dos motivos que levaram o partido de Lula em apostar na candidatura de Tebet.

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Para se abrigar na chapa, a ex-senadora por Mato Grosso do Sul teve de trocar o MDB, que em São Paulo é aliado de Tarcísio e Flávio Bolsonaro, pelo PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin. A outra candidata da chapa liderada por Haddad é a também ex-ministra Marina Silva (Rede).


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinicius Passarelli.