
Em pronunciamento feito nesta quarta-feira, 16, no plenário da Câmara dos Deputados, o deputado federal Leo de Brito (PT-AC) criticou a ida de Bolsonaro ao Acre, prevista para ocorrer na próxima sexta-feira, 18.
“Se não fosse o auxílio-gás, que nós aprovamos na Câmara dos Deputados, muita gente não estaria comprando gás, estaria usando lenha, como muitos estiveram antes da criação do benefício. Mas o Acre também padece com a alta no preço dos combustíveis. Em algumas cidades, o litro da gasolina já custa em média R$ 8 e há cidades como o Jordão que chega a quase R$ 12. Além disso, temos os aumentos na tarifa de energia elétrica que praticamente dobrou com a privatização e a incompetência do governo nessa crise hídrica e, ainda, as 79 mil famílias que perderam o auxílio emergencial e não foram incluídas no Auxílio Brasil”, frisou.
Leo de Brito afirmou ainda que a BR-364 também está sofrendo com a ineficiência da gestão do presidente Jair Bolsonaro, estando há anos sem manutenção. “Não tem uma obra, de uma a ponta a outra do Estado, feita pelo governo Bolsonaro. O povo do Acre foi enganado”, disse Brito.
O parlamentar fez ainda críticas à política de preços praticados pela Petrobras afirmando que só beneficia os acionistas da empresa. “Os acionistas da Petrobras não pagam lucros e dividendos. Isso vai tudo para o exterior porque 90% dos acionistas estão no exterior. A diretoria da Petrobras R$ 13 milhões, enquanto o povo brasileiro está sendo massacrado”, afirmou.
*Lula avança nas pesquisas*
Leo de Brito pontuou que diante do caos que vive o país, o nome do ex-presidente Lula tem crescido nas pesquisas de intenção de voto para a presidência da República, como apontou a pesquisa Quaest/Genial que indicou que Lula tem 45% das intenções de votos e Bolsonaro, 25%. Já Ciro tem 7% e Moro, 6%.
“Lula está na frente porque as pessoas lembram que o Brasil já foi um país feliz, soberano, que todos tinham vez. Era um país para todos e não para meia dúzia, como vemos agora. O povo não está só, a esperança está presente nesta eleição”, concluiu.




