Após o lançamento de Elize: Sombras de Uma Mulher, da Netflix, o caso que marcou o país em 2012 voltou ao centro das atenções. Entre as dúvidas que ressurgiram após a estreia está o destino de Helena, filha de Elize e Marcos Kitano Matsunaga, que hoje tem 16 anos e vive longe da mãe desde a infância.
Após a prisão de Elize, a guarda da menina ficou com os avós paternos, Mitsuo e Yoko Matsunaga. Desde então, Helena foi criada pela família do pai e manteve a vida longe dos holofotes. Os avós, inclusive, chegaram a tentar tirar o nome de Elize da certidão de nascimento da neta.
Mitsuo Matsunaga afirmou que não impediria um eventual reencontro entre mãe e filha, mas defendeu que essa decisão fosse tomada apenas quando Helena atingisse a maioridade.
“Com 18 anos, ela faz o que quiser da vida. É melhor esperar ela estar maior de idade do que adolescente ficar exigindo um posicionamento. Espera completar 18 anos”, declarou a Ulisses Campbell, autor de Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido.
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Prestes a viver a primeira protagonista da carreira, Lorena Comparato estreia como Elize Matsunaga no filme Elize: Sombras de Uma Mulher, que vai ao ar nesta quarta-feira (22/7)
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Apesar de ter “vivido na pele” o que Elize Matsunaga deve ter passado na época do assassinato de Marcos, Lorena avalia que não cabe a ela, como atriz, julgar por que uma personagem faz ou não certas escolhas e explica que o longa é baseado na percepção do diretor, Felipe Vellas, e dos roteiristas Raphael Montes e Mariana Torres sobre o crime
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Lorena, inclusive, citou a controvérsia da ode que é feita atualmente para Elize
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Comparato espera que o novo filme possa ser uma oportunidade de refletir sobre desarmamento, sobre relações tóxicas e complexas e sobre como a sociedade pode melhorar a partir dessas reflexões
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Para ela, como atriz, viver a personagem foi muito interessante por causa das camadas, da profundidade e da complexidade da história
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Ao Metrópoles, Lorena revelou que, quando foi convidada a fazer o teste para o papel, ficou muito interessada no mergulho artístico que ele poderia fornecer
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Para a atriz, o sentimento de interpretar a criminosa foi um misto de alegria, por causa do passo importante na carreira, e uma responsabilidade muito grande
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Sem contato com a filha, Elize também falou sobre Helena em Piquenique no Inferno, livro escrito durante o período em que esteve presa. Na obra, ela dedica cartas à adolescente e manifesta o desejo de reconstruir a relação. “Espero muito ansiosamente que um dia você me perdoe. Não pretendo justificar o injustificável”, escreveu.
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do Metrópoles
Em outro trecho, acrescentou: “Não há a menor possibilidade de desistir de lutar por ti, minha filha. Minha amada [filha], não sei quando você lerá essa carta ou se um dia isso irá acontecer. Sei o quão complicada é nossa história, mas o que eu escrevo aqui não se apagará tão fácil”.
Segundo Ullisses Campbell, Helena chegou a manifestar, aos 14 anos, o desejo de reencontrar a mãe biológica. Apesar disso, a aproximação nunca aconteceu.
No desfecho de Elize: Sombras de Uma Mulher, a própria Netflix informa que mãe e filha nunca mais voltaram a se encontrar. O texto exibido nos minutos finais do filme também afirma que Elize jamais voltou a ver Helena, nem mesmo por fotografias.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Perdigão.





