Se seguir o conselho do Tarô, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve disputar a reeleição e sair vitorioso da empreitada.
Tarcísio é hoje a principal aposta da centro-direita para enfrentar Lula em 2026. O cálculo político, porém, envolve um dilema: vale a pena arriscar uma candidatura nacional diante de uma reeleição praticamente garantida, como mostram as pesquisas?
Michelle Bolsonaro visita Bolsonaro na superintendência da Polícia Federal
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Eduardo e Flávio Bolsonaro
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Ronaldo Caiado (União-GO), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS) são cotados a disputar a Presidência pelo campo da direita.
Segundo Adriana, a reeleição de Lula pode ser ameaçada pelo surgimento de um outsider — alguém totalmente fora do radar político, ainda não identificado pelas cartas, mas com potencial de alterar o equilíbrio eleitoral.
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), não é esse outsider. Porém, pode ganhar tração se conseguir montar alianças amplas e evitar uma campanha guiada pela emoção. Para a taróloga, a direita tende a perder a disputa se insistir em uma estratégia emocional em vez de racional.
O ex-presidente Jair Bolsonaro continua influenciando a política, mas sua saúde tende a fragilizá-lo progressivamente, exigindo atenção constante. As cartas não apontam chances de vitória para Eduardo Bolsonaro ou Michelle Bolsonaro em uma eventual disputa presidencial.
Tarô e política: uma relação antiga e estratégica
O vínculo entre esoterismo e poder não é novidade. Desde o Renascimento, quando o teocentrismo deu lugar ao antropocentrismo, o Tarô se popularizou entre a elite europeia como ferramenta de leitura do presente e orientação para decisões futuras. Ao longo dos séculos, essa prática deixou os salões aristocráticos, ganhou novas interpretações e se manteve como instrumento simbólico para compreender movimentos coletivos e individuais.
Hoje, seu uso permanece, às vezes de forma discreta, em gabinetes e campanhas eleitorais.
O presidente da Argentina, Javier Milei, é um exemplo explícito: toma decisões ancorado nas cartas, e sua irmã recorreu ao Tarô para modelar a estratégia que garantiu maioria no Congresso este ano, apostando em nomes desconhecidos contra o senso comum.
No Brasil, figuras da esquerda, direita e centrão também recorrem às cartas em momentos de tensão e definição de rumos — ainda que raramente admitam isso publicamente.
Na literatura esotérica e no imaginário político contemporâneo, o Tarô é descrito como um instrumento que amplia a percepção sobre futuros possíveis. Não determina o destino, mas ajuda a refletir sobre cenários, riscos e escolhas, exatamente o tipo de apoio simbólico que muitas lideranças buscam quando o horizonte político é incerto.


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