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Óleo de hortelã pode reduzir a pressão em até 8 pontos, sugere estudo

Por Ravenna Alves
jcomp/Magnific

Um ensaio clínico conduzido no Reino Unido indica que o óleo de hortelã-pimenta pode ajudar a reduzir a pressão arterial em poucas semanas. Em 20 dias, participantes que consumiram o produto apresentaram queda média de até 8 pontos na pressão sistólica.

A pesquisa foi publicada na revista PLOS One em 23 de abril e avaliou 40 adultos entre 18 e 65 anos com pré-hipertensão ou hipertensão estágio 1.

Como o teste foi feito

Os voluntários foram divididos em dois grupos. Metade recebeu 50 microlitros de óleo de hortelã-pimenta diluídos em água duas vezes ao dia. A outra metade ingeriu um placebo.

Ao final do período, o grupo que utilizou o óleo apresentou redução média de 8,48 mmHg na pressão sistólica. Também houve queda de 4,57 mmHg na pressão diastólica.

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A frequência cardíaca em repouso foi, em média, 8,92 batimentos por minuto menor entre os participantes que consumiram o óleo.

“O resultado foi positivo, especialmente porque a hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares”, afirmou Jonnie Sinclair, pesquisador da Universidade de Lancashire, em comunicado.

O que pode explicar o efeito

Os pesquisadores apontam o mentol, composto presente na hortelã-pimenta, como possível responsável pelos efeitos observados. A substância pode induzir o relaxamento dos vasos sanguíneos, o que facilita a circulação.

Estudos anteriores já indicavam essa possibilidade, mas ainda de forma inicial. O novo ensaio buscou avaliar o efeito em condições controladas.

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A pressão alta, também conhecida como hipertensão, é uma doença que ataca o coração, os vasos sanguíneos, os olhos, o cérebro e pode afetar drasticamente os rins. É causada quando a pressão fica frequentemente acima de 140 por 90 mmHg

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Fora a questão genética, fatores como consumo de álcool, cigarro, sal em grande quantidade, obesidade, colesterol alto, diabetes, idade avançada, estresse e sedentarismo também podem influenciar nos níveis de pressão arterial

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Tontura, visão embaçada, dor de cabeça ou dor no pescoço são os principais sintomas relacionados à doença. Geralmente, esses incômodos aparecem quando a pressão aumenta rapidamente

Colin Hawkins/ Getty Images4 de 9

Outros sintomas comuns em quem tem pressão alta são: zumbido no ouvido, visão dupla ou embaçada, dor na nuca e na cabeça, sonolência, palpitações, enjoo e pequenos pontos de sangue nos olhos

Grace Cary/ Getty Images5 de 9

A pressão alta é responsável por problemas graves de saúde como AVC, insuficiência cardíaca e perda da visão. Ao desconfiar que se tem a doença, o indicado é aferir a pressão sanguínea com um aparelho próprio, em casa ou na farmácia

Peter M. Fisher/ Getty Images6 de 9

Apesar da gravidade, a pressão alta pode ser controlada. Hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos, alimentação saudável, evitar situações que possam causar estresse, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, manter o peso e o colesterol sob controle e evitar drogas que aumentem a pressão arterial (como cafeína, antidepressivos e corticoides) podem ajudar no controle da pressão

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Ao apresentar quaisquer sintomas, um cardiologista deve ser procurado. Por ser uma doença que não tem cura e que pode causar problemas cardiovasculares, o diagnóstico precoce diminui consideravelmente quadro mais graves e irreversíveis

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Somente um especialista é capaz de diagnosticar casos de hipertensão e indicar o tratamento necessário para diminuir sintomas e consequências da doença. Geralmente, a utilização de remédios e repouso são indicados

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Contudo, caso a pressão se mantenha superior ao indicado, ou seja, 140/90 mmHg após uma hora, o paciente deve procurar imediatamente um hospital para tomar anti-hipertensivos intravenosos

Luis Alvarez/ Getty Images

Limitações e próximos passos

O estudo teve duração curta e envolveu um número reduzido de participantes. Por isso, os autores destacam que são necessários testes mais longos e com mais pessoas para confirmar os resultados. Além disso, o uso foi feito com dose e formulação específicas, o que não permite reproduzir o efeito fora de acompanhamento médico.

A equipe pretende investigar se o uso contínuo pode manter a redução da pressão ao longo do tempo e em diferentes perfis de pacientes.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ravenna Alves.