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ONG ligada ao papa Leão XIV relata caos após terremoto na Colômbia

Por Junio Silva
Gabriel Aponte/Getty Images

Quatro dias após o terremoto na Colômbia, as regiões mais afetadas do país vivem “horas críticas” na busca por desaparecidos em meio ao caso. O cenário é descrito pela diretora-executiva da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) na Colômbia, María Inés Espinosa Calle, em conversa com o Metrópoles. 

“Essa é uma fase de emergência, um tempo de socorro. Essas horas são críticas, pois existem pessoas presas entre os escombros”, disse Calle.

Além da corrida contra o tempo na busca por sobreviventes, cujas chances diminuem a cada hora e dia que se passa, a diretora da organização ligada ao papa Leão XIV revela que pessoas na áreas mais afetadas necessitam de itens básicos. Entre eles, água, alimentos não perecíveis, cobertores e barracas, que têm sido utilizadas como abrigos improvisados para aqueles cujas casas foram atingidas. 

Os números da tragédia

  • 388 municípios atingidos
  • 11.132 famílias afetadas
  • 265 mortos
  • 2.774 pessoas feridas
  • 20.557 casas danificadas
  • 3.715 casas destruídas
  • 64 prédios desabados
  • 1.087 escoladas afetadas

O terremoto na Colômbia na última segunda-feira (10/8) teve magnitude 7,4, considerado de grandes proporções segundo Escala Richter. O epicentro do tremor aconteceu na cidade de San José del Palmar, localizada no departamento de Chocó. Ainda assim, o abalo sísmico, seguido por mais de 130 réplicas, afetou grande parte do país.

Além das cidades colombianas de Manizales, Pereira, Cali, Quibdó, Bogotá e Medelín — a maioria delas localizadas no oeste do país, a área mais afetada pelo tremor —, o terremoto também foi sentido em outros países, como Panamá, Venezuela, Equador e Brasil.

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Veja as regiões mais afetadas pelo terremoto

De acordo com o Serviço Geológico Colombiano (SGC), o terremoto foi o mais forte a atingir o país nos últimos dez anos.

Prédios, casas, escolas, igrejas e unidades de saúde foram afetadas pelo abalo sísmico. Algumas delas sofreram apenas danos parciais, enquanto outras desabaram completamente ou ficaram inutilizadas.

Segundo o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, 496 pessoas seguem desaparecidas. Esse número, contudo, pode ser maior do que o divulgado pelas autoridades locais.

Depois do terremoto, a sociedade civil organizou uma plataforma onde é possível registrar dados de pessoas cujos paradeiros são desconhecidos. Até a última atualização desta reportagem, mais de 4,1 mil pessoas seguiam com status de desaparecidas no site Colômbia te Busca. 

Ainda assim, o governo colombiano buscou apenas Estados Unidos, El Salvador, Israel e Equador para cooperação nos trabalhos de busca por sobreviventes. Segundo o diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD), a decisão não foi tomada com base em questões políticas e ideológicas, apesar de que a nova administração colombiana ser alinhada as políticas dos quatro países.

Até o momento, mais de 12 países anunciaram o envio de ajuda humanitária para a Colômbia após a tragédia, como Brasil, Peru, México e El Salvador.

Já a União Europeia (UE) destinou 2,1 milhões de euros (cerca de R$ 11 milhões) em ajuda às vítimas do terremoto. O Vaticano também enviou 100 mil euros para a Colômbia. 

A organização Ajuda a Igreja que Sofre (ACN) também lançou uma campanha pelas vítimas na Colômbia. Clique aqui e saiba como ajudar. 


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Junio Silva.