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Chefe de direitos humanos da ONU alerta para risco existencial da IA

Volker Türk pediu regras globais para a inteligência artificial e defendeu limites comuns, fiscalização independente e maior cooperação entre empresas e governos.

Camila Souza Por

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, alertou nesta segunda-feira (7) que a inteligência artificial avançada pode representar um “risco existencial para a humanidade” e pediu a criação rápida de mecanismos globais de governança para a tecnologia.

A declaração foi feita durante a abertura da 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, que ocorre de 7 de setembro a 7 de outubro.

Türk citou como exemplo sistemas capazes de escapar de ambientes de teste, evitar a própria desativação ou agir de forma enganosa para atingir determinados objetivos. Segundo ele, é necessário estabelecer salvaguardas antes que os riscos se tornem mais difíceis de controlar.

O chefe de direitos humanos também criticou a concentração do desenvolvimento de IA nas mãos de poucas empresas e defendeu a criação de “linhas vermelhas comuns” entre os países que desenvolvem a tecnologia e aqueles que participam de suas cadeias de produção.

Entre as medidas defendidas estão fiscalização independente, maior cooperação dentro da indústria e ações para reduzir os riscos de segurança. Türk também pediu atenção aos impactos da IA sobre o mercado de trabalho, a democracia e o meio ambiente.

O alerta ocorre em meio ao avanço de sistemas de IA capazes de executar tarefas com maior autonomia. Em julho, um incidente envolvendo agentes da OpenAI e a plataforma Hugging Face chamou atenção para os limites dos mecanismos atuais de contenção, segundo a Reuters.

Em julho, um painel independente da ONU também havia alertado que o avanço da inteligência artificial está ocorrendo mais rapidamente do que a capacidade de governos e pesquisadores de compreender e regulamentar seus riscos.

Com informações do G1.