A ação é conduzida pela Divisão de Defesa do Consumidor e cumpre ordens judiciais no Acre, em outros sete estados e no Distrito Federal. A investigação também acompanha rotas de abastecimento relacionadas ao Paraguai.
Nas primeiras horas da operação, mais de 20 estabelecimentos foram lacrados, dez veículos de luxo foram apreendidos e mais de 30 páginas e canais de vendas mantidos na internet foram retirados do ar por determinação da Justiça.
De acordo com as investigações, os suspeitos produziam as substâncias em residências e depósitos improvisados, sem fiscalização sanitária. Os insumos utilizados na fabricação seriam trazidos da China, Índia e Paraguai.
A polícia aponta que a manipulação ocorria sem controle de qualidade e que os produtos comercializados poderiam conter substâncias não declaradas nos rótulos das embalagens.
Para ampliar a distribuição pelo país, o grupo teria contado com a participação de profissionais da área e influenciadores digitais na divulgação das marcas. A investigação também aponta o uso de empresas de fachada, contas de terceiros e plataformas de apostas online para lavar os valores obtidos com o comércio ilegal.
A investigação começou em fevereiro de 2025, a partir de desdobramentos da Operação Béquer, quando agentes localizaram um laboratório clandestino no Distrito Federal.
A perícia realizada em aparelhos celulares apreendidos durante as investigações permitiu aos policiais mapear a logística utilizada pela organização. A partir das informações encontradas, foram identificadas gráficas, distribuidores, laboratórios e uma rota de contrabando que ligava o grupo à fronteira com o Paraguai.
A Operação Narciso busca desarticular a estrutura utilizada para fabricação, distribuição e comercialização dos produtos e identificar os demais envolvidos no esquema investigado.




