A residência de Jhonatan Donadoni, em Cruzeiro do Sul, foi um dos endereços alcançados pela Operação Death Note em Cruzeiro do Sul, deflagrada pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), na quinta-feira (17). A operação investiga suspeitas de irregularidades envolvendo recursos federais destinados à educação no Acre.
Donadoni é citado publicamente como um dos articuladores da campanha do cardiologista Fábio Rueda, que disputa uma vaga de deputado federal. Ele também ocupou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Acre, função que deixou no fim de junho.
O que a Operação Death Note investiga
Segundo a Polícia Federal e a CGU, a investigação apura um possível esquema envolvendo empresários, agentes públicos e terceiros, com suspeitas de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas e à ocultação da origem e dos destinatários dos valores.
Os recursos investigados são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e estavam destinados à área de educação do Acre.
De acordo com a CGU, as apurações indicam prejuízos superiores a R$ 30 milhões aos cofres públicos. Entre os possíveis crimes investigados estão fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Mandados foram cumpridos em seis cidades
Ao todo, foram expedidos 27 mandados de busca e apreensão pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
As diligências ocorreram em:
- Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre;
- Manaus, no Amazonas;
- São Paulo, Barueri e Ribeirão Preto, em São Paulo.
Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens que, segundo a investigação, teriam sido adquiridos com recursos supostamente desviados.
Investigação ainda está em andamento
A operação está em fase de investigação e a realização de busca e apreensão não significa, por si só, que os alvos tenham cometido os crimes investigados.
A responsabilidade criminal de qualquer investigado deverá ser definida a partir do avanço das apurações e, se houver denúncia, do devido processo legal.
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura informou que colaborou com a Polícia Federal durante as diligências e colocou documentos e informações à disposição das autoridades.




