ACRE

PF apreende carros e celular de Gladson Cameli em operação no Acre

Agentes cumpriram mandados na residência do ex-governador, em Rio Branco; celular e três veículos teriam sido apreendidos durante a ação.

Camila Souza Por

O ex-governador do Acre Gladson Cameli, candidato do Progressistas ao Senado, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (22), em Rio Branco. Segundo apuração do ac24horas, agentes estiveram na residência de Cameli, no condomínio Recanto Verde.

Durante a ação, os policiais apreenderam o celular do ex-governador e três veículos que, segundo a reportagem, seriam de sua propriedade. Entre os carros estão uma Toyota SW4, uma BMW e um Volkswagen.

A operação também teria alcançado pessoas próximas a Cameli. De acordo com o ac24horas, assessores ligados ao ex-governador, entre eles um ajudante de ordem, também foram alvos de mandados de busca e apreensão.

Ainda segundo a apuração do veículo, a operação pode estar relacionada a um dos núcleos investigados no âmbito da Operação Ptolomeu, que apura suspeitas envolvendo agentes públicos e empresários no Acre.

Até o momento, porém, o motivo específico das buscas realizadas nesta terça-feira e a relação formal da nova operação com a Ptolomeu não foram detalhados oficialmente nas informações disponíveis. Por isso, essa ligação deve ser tratada como possibilidade até a divulgação de documentos ou manifestação das autoridades responsáveis.

A Operação Ptolomeu já resultou em processos judiciais envolvendo Gladson Cameli. Em decisão publicada pelo Superior Tribunal de Justiça em 2026, a Corte Especial manteve o entendimento de que a ação penal relacionada ao caso não apresentava nulidades nas etapas questionadas pela defesa e julgou procedente a denúncia, com condenação do ex-governador.

Situação eleitoral

A ação da Polícia Federal ocorre durante a reta final das eleições de 2026.

Gladson Cameli teve o registro de candidatura ao Senado indeferido por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) em 11 de setembro. A decisão foi baseada na condenação pela Corte Especial do STJ e na aplicação da Lei da Ficha Limpa.

O próprio TRE-AC informou, entretanto, que a decisão pode ser contestada por meio de recurso. Enquanto não houver uma decisão definitiva sobre o registro, Cameli permanece na condição de candidato sub judice e pode continuar praticando atos de campanha, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito e manter o nome na urna, conforme as regras eleitorais.

A nova operação da Polícia Federal acontece, portanto, em um momento de disputa eleitoral e de processo judicial ainda em andamento envolvendo o registro da candidatura.

A expectativa agora é pela manifestação de Gladson Cameli e por informações oficiais da Polícia Federal sobre os mandados cumpridos nesta terça-feira.

Com informações do ac24horas.