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Operação resgata quatro mulheres em situação de exploração e prende duas suspeitas em Rondônia

Camila Souza Por

Uma operação conjunta realizada por órgãos federais resultou no resgate de quatro mulheres em situação de exploração em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho (RO). A ação também levou à prisão em flagrante de duas mulheres suspeitas de administrar o local onde as vítimas eram mantidas.

Entre as pessoas resgatadas estava uma adolescente de 17 anos, o que aumentou a gravidade do caso investigado pelas autoridades.

A operação contou com a participação da Polícia Federal (PF), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Defensoria Pública da União (DPU).

De acordo com as investigações, um estabelecimento que funcionava como bar estaria sendo utilizado para a exploração de mulheres em condições que podem caracterizar trabalho análogo à escravidão.

Segundo os órgãos envolvidos, as vítimas moravam e trabalhavam no local e eram submetidas a um sistema de dívidas relacionadas a despesas como transporte, alimentação e hospedagem. Conforme apontam os investigadores, essa prática criava dependência financeira e dificultava que elas deixassem o ambiente.

No caso da adolescente resgatada, a apuração indica que ela foi levada de outro estado para Rondônia e teve os custos da viagem transformados em dívida. As autoridades também identificaram indícios de restrições à liberdade de locomoção e jornadas de trabalho sem períodos adequados de descanso.

Durante a operação, foram apreendidos documentos e anotações que agora serão analisados para auxiliar no aprofundamento das investigações.

As duas suspeitas presas em flagrante são apontadas como responsáveis pela administração do estabelecimento e pelo controle das atividades desenvolvidas no local.

As autoridades destacaram que a exploração de pessoas em condições degradantes e a restrição da liberdade são crimes previstos na legislação brasileira. O caso segue sendo investigado para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis outros envolvidos.

Órgãos de fiscalização reforçam que denúncias relacionadas a violações de direitos humanos podem ser feitas de forma anônima por meio dos canais oficiais de segurança pública e proteção ao trabalhador.