A organização Observatório do Clima fez um trabalho de fact-checking durante o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia Geral da ONU e acusou o governante de mentir.
Além disso, o governante também disse que o Brasil é alvo de uma “campanha escorada em interesses escusos” por parte de organizações internacionais e nacionais, informação que a ONG classificou como mentirosa.
Brasil é uma vítima de “campanha internacional escorada em interesses escusos”
MENTIRA – Não há qualquer evidência de ligação entre ONGs e cientistas que denunciam o desmatamento e interesses comerciais. Ao contrário, protecionistas europeus torcem por desmatamento. #ChecaBozo— Observatório do Clima (@obsclima) September 22, 2020
O presidente também negou que as florestas brasileiras sejam propícias a incêndios por serem de clima úmido e mais uma vez foi acusado de mentir pela organização que se define como uma rede de 37 entidades da sociedade civil brasileira que discute as mudanças climáticas no país.
Queimadas se dão por “acúmulo de massa orgânica e altas temperaturas”.
MENTIRA – Não há queimadas naturais na Amazônia. Elas são causadas por desmatamento ou práticas agropecuárias. #ChecaBozo— Observatório do Clima (@obsclima) September 22, 2020
O grupo ainda apontou outras mentiras no discurso do presidente.
“Buscamos regularização fundiária contra esses crimes”.
MENTIRA – Em todo o ano de 2019 o governo Bolsonaro regularizou apenas seis propriedades rurais, contra média anual de 3.190 no período 2009-2018. https://t.co/eZgJbOlfVo #CHECABOZO— Observatório do Clima (@obsclima) September 22, 2020
“27% do território para agricultura e pecuária, números que nenhum país possui”.
MENTIRA – O Brasil tem 30% do território em agropecuária. O número está na média mundial.https://t.co/ZFpdE0EKQv #ChecaBozo— Observatório do Clima (@obsclima) September 22, 2020
A organização também destacou quando o presidente falou a verdade.
“Preservando 66% da vegetação nativa”
VERDADE, MAS – Análise do Mapbiomas mostra que pelo menos 9% dessa vegetação é secundária – ou seja, são áreas que já foram desmatadas e voltaram a crescer. Não estão, portanto, protegidas nem preservadas. #CHECABOZO— Observatório do Clima (@obsclima) September 22, 2020
Procurada pelo UOL, a Secom (Secretaria de Comunicação) do governo não se manifestou sobre as alegações do Observatório do Clima.




