Se provado que o tenente-coronel Mauro Cid mentiu ao Supremo Tribunal Federal ao negar que tenha postado mensagens no Instagram desqualificando o que contou à Polícia Federal sobre a tentativa de golpe em dezembro de 2022, o ex-ajudante-de- ordem de Bolsonaro perderá o prêmio que ganharia com sua delação – apenas dois anos de prisão e proteção para toda sua família.
A perda do prêmio, porém, não anulará a delação. E, em hipótese alguma, como deseja a defesa de Bolsonaro e dos demais acusados pelo golpe, derrubará o caso que já começou a ser julgado. Seguirá o jogo, previsto para terminar até setembro ou outubro próximo, no mais tardar, com a condenação de todos ou da maioria dos réus. Há fartas provas dos crimes que lhes são imputados.
Se foi Cid, ele será punido pela Justiça. Se foi a VEJA por ter acreditado no que lhe disseram seus informantes, ela que se corrija.




