A angústia de uma família acreana ganhou contornos de revolta na véspera de um procedimento vital no Sistema Único de Saúde. Uma paciente aguarda quase 10 anos por cirurgia cardíaca e tem procedimento suspenso por falta de bolsas de sangue no momento em que se preparava para o internamento definitivo para a operação a peito aberto.
A jovem de 29 anos enfrenta problemas cardíacos desde a infância e vinha aguardando a convocação do SUS por quase uma década. Na última semana, a família recebeu a notificação oficial para a realização do procedimento. No entanto, após contatar o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) e receber a confirmação inicial de seis bolsas de sangue reservadas, os parentes foram informados na véspera da internação que não havia mais unidades disponíveis.


