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Padrasto ataca criança de 6 anos com golpe de enxada na cabeça

Por Fernanda Cavalcante
Wey Alves/Especial Metrópoles

Um homem de 35 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira (1º/9) após agredir a companheira, de 27 anos, e a filha dela, de 6, com uma enxada, em Samambaia, no Distrito Federal. A criança foi atingida na cabeça, foi socorrida no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e precisou levar seis pontos.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o crime ocorreu por volta das 11h30, na QR 425. A mulher contou aos policiais que o companheiro, Alan Dias de Melo, havia soltado uma cachorra da residência e, por isso, ela saiu para procurar o animal. Quando voltou para casa, ele teria começado a xingar-la.

Durante a briga, segundo o relato da vítima, Alan pegou um pedaço de madeira e tentou agredi-la. Em seguida, ele se armou com uma enxada e atingiu a mulher no braço. Logo depois, ainda conforme o depoimento, ele golpeou a filha dela, de 6 anos, na cabeça.

A menina sofreu um ferimento com intenso sangramento. Vizinhos prestaram os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que levou mãe e filha ao HRT.

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Histórico de agressões

A mulher afirmou, ainda, que Alan costuma ingerir bebidas alcoólicas e que já havia sido agredida por ele em outras ocasiões, mas nunca tinha registrado ocorrência. 

Depois das agressões, Alan deixou a casa. Policiais militares fizeram buscas pela região e o encontraram na QR 423, perto da residência da mãe dele. De acordo com o registro policial, o homem estava bastante alterado e resistiu à abordagem.

Durante a condução até a delegacia, Alan teria xingado os policiais e ameaçado um deles de morte. A enxada usada nas agressões foi localizada e apreendida na residência.

O homem foi levado à 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia) e autuado em flagrante por tentativa de homicídio, lesão corporal, injúria, ameaça, desacato e crimes previstos nas leis Maria da Penha e Henry Borel.

Segundo a PCDF, Alan estava extremamente alterado na delegacia, aparentemente sob efeito de álcool e/ou outras substâncias, e não apresentava condições de prestar depoimento.

A mãe e a filha foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal (IML) para exame de corpo de delito. A vítima também solicitou medidas protetivas de urgência para ela e a criança. A mulher recebeu oferta de encaminhamento para uma Casa Abrigo, mas recusou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Fernanda Cavalcante.