O padre Júlio Lancellotti entrou com uma ação no Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra a Pixbet, pedindo o bloqueio de R$ 1 bilhão.
O objetivo é garantir o pagamento de indenização à sociedade e a famílias em uma ação movida contra a exposição de crianças e adolescentes a jogos de azar, mesmo após a casa de apostas ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
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do Metrópoles
O advogado Márlon Reis, que defende o padre e a CDDH, na ação diz que a nova medida se deu em função da exposição das operações de evasão de divisa, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no exterior, revelados após a deflagração da Operação Arena na quinta-feira (13/8).
“Entendemos que o possível envolvimento da empresa Pixbet Soluções Tecnológicas Ltda. e de seu advogado, Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, há o aumento do risco de a empresa não ter patrimônio suficiente para pagar uma eventual indenização”, explica o advogado Márlon Reis.
A ação original pede R$ 500 milhões por dano moral coletivo, a adoção de mecanismos rigorosos de verificação de idade e reconhecimento facial, além da suspensão das plataformas de apostas em todo o território nacional.
Depois da operação da PF, a Justiça já autorizou o bloqueio de R$ 1 bilhão, mas manteve a plataforma em funcionamento. A decisão não é relacionada a ação movida pelas entidades de proteção à infância, que querem bloquear outro bilhão.
Operação da PF
- A operação Arena, deflagrada na terça-feira (15/8) pela Polícia Federal (PF), mirou 7 pessoas e 12 empresas, que faziam parte do ecossistema da casa de apostas Pixbet.
- Os investigadores afirmaram que, em meio a operações de câmbio feitas por apostadores, o grupo enviou US$ 271,5 mil para o exterior, o que segundo a decisão judicial, equivale a quase R$ 1,5 bilhão.
- O dinheiro retornava para o Brasil por meio de notas de serviços simulados prestados para offshores.
- Apenas o advogado Nelson Wilians teria emitido mais de R$ 37 milhões de serviços prestados a uma empresa de Curação.
- Como mostrou a coluna, além de Curação, o esquema contou com estruturas empresariais em outros quatro países.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ramiro Brites.




