Pai e filho acusados de matar indígena em Brasileia são presos em Rio Branco. Os dois, apontados pela Polícia Civil como integrantes da mesma facção criminosa, estavam foragidos na capital acreana após serem identificados como suspeitos de participação na execução do indígena Arlindo Batista Melendre Kaxinawá, de 27 anos.
Segundo a investigação, Pedro Maia da Costa e o filho, de 17 anos, atuavam juntos em uma organização criminosa com atuação na região de fronteira entre o Acre e a Bolívia.
Pedro Maia, considerado de alta periculosidade, foi preso há cerca de duas semanas no bairro Estação Experimental, durante uma operação realizada por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Já o adolescente foi apreendido nesta quarta-feira (30), após ser levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), acusado de violência doméstica. No local, os policiais identificaram a existência de um mandado de internação expedido contra ele.
Crime ocorreu em junho, em Brasileia
De acordo com a Polícia Civil, pai e filho faziam parte de um grupo criminoso responsável por um ataque ocorrido na noite de 16 de junho, no bairro Leonardo Barbosa, em Brasileia.
Durante a ação, o indígena Arlindo Batista Melendre Kaxinawá foi executado a tiros. Ainda segundo as investigações, durante a fuga houve confronto entre facções rivais, resultando na morte de Alexandre Rodrigues de Souza Júnior, de 32 anos.
Após descobrirem que haviam sido identificados pelas autoridades, os suspeitos fugiram para Rio Branco e passaram a viver em endereços diferentes para dificultar o trabalho policial.
Adolescente foi encaminhado ao sistema socioeducativo
O adolescente continuava foragido até ser conduzido à DEAM após uma denúncia de agressão contra a companheira.
Ao verificarem seus dados, os policiais constataram a existência do mandado de internação. Ele foi encaminhado para um centro socioeducativo, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Pedro Maia deverá responder pelos crimes com base na nova Lei Antifacção (Lei nº 15.358), sancionada em março deste ano, que prevê penas que podem chegar a 40 anos de prisão.
A Polícia Civil continua investigando a participação de outros integrantes da organização criminosa no ataque ocorrido em Brasileia.



