Pais de crianças com autismo e outras necessidades especiais realizaram um protesto na terça-feira (10), na Unidade de Referência em Atenção Primária (Urap) Cláudia Vitorino, no bairro Taquari, em Rio Branco. A manifestação foi em resposta à suspensão dos atendimentos realizados pela fonoaudióloga da unidade, que possui um contrato temporário de 30 horas semanais, que termina nesta quinta-feira (12).
Em resposta ao protesto, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que os contratos temporários de fonoaudiólogos e outros profissionais da saúde serão encerrados no final de dezembro. A gestão, no entanto, assegurou que os profissionais aprovados no concurso público de 2024 serão chamados a partir de janeiro de 2025. A Semsa garantiu que tomará as medidas necessárias para evitar a descontinuidade nos atendimentos durante a transição entre os profissionais.
Iranilce Lima, mãe de uma criança com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), também participou do protesto. Ela destacou as dificuldades enfrentadas para conseguir atendimento com um fonoaudiólogo pelo SUS e alertou para o impacto que a suspensão dos atendimentos pode causar, com crianças voltando para as longas filas de espera.
A diretora da Urap Cláudia Vitorino, Michela Lima, explicou que a fonoaudióloga continuará atendendo as crianças após ser convocada para o cargo efetivo em janeiro. Ela também enfatizou que não estava na unidade durante o protesto, mas que compreende a preocupação dos pais.
A Prefeitura de Rio Branco reafirmou seu compromisso com a continuidade dos serviços de saúde e garantiu que a transição para os novos profissionais não afetará a qualidade do atendimento.
Com informações do G1 Acre.




