Um organograma escrito a mão em papel encontrado na casa de Karina Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e dona da produtora responsável por Dark Horse no Brasil, aponta “Mário” como “sócio” da “Goup USA”.
O papel – noticiado primeiro pelo UOL e localizado também pela coluna – estava dentro de uma pasta apreendida na casa de Karina Gama durante operação da Polícia Civil de São Paulo, no dia 1º de junho de 2026, e foi anexado aos autos do inquérito que corre em São Paulo. Ele se tornou público neste domingo (13/9) depois que o ministro Flávio Dino puxou o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF) e retirou o sigilo.
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do Metrópoles
Mário Frias não cumpre qualquer papel formal na estrutura que financiou o filme, mas é figura central na arquitetura. Enquanto deputado, mandou emenda o Instituto Conhecer Brasil (ICB), de Karina – a PF já apontou que parte do dinheiro pago a fornecedores depois chegou à Go Up.
Como pessoa física, Frias enviou mais de R$ 600 mil para a conta da produtora, que por sua vez pagou faturas do seu cartão de crédito. Ele também assina o filme como produtor executivo e colocou ao menos uma funcionária do seu gabinete para trabalhar no filme.
O organograma, de difícil compreensão, também tem anotações relativas a outros três CNPJs controlados por Karina Gama: o ICB (Instituto Conhecer Brasil), que tem contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura de São Paulo, a Go7, que recebeu R$ 1 milhão de um fornecedor do ICB e repassou R$ 2,5 milhões para a Go Up, e a ANC (Academia Nacional de Cultura), que recebeu 6,1 milhões de fornecedores do ICB à época da gravação do filme.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Demétrio Vecchioli.




