Dias após assinar um pacto de defesa trilateral com Turquia e Arábia Saudita, o Paquistão anunciou que vai ajudar forças sauditas a conter as ações do grupo Houthis no Mar Vermelho. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês, Tahir Andrabi, nesta quarta-feira (12/8).
A decisão foi tomada após um ataque dos Houthis contra uma embarcação saudita resultar na morte de três marinheiros paquistaneses, informou a chancelaria do país.
“O Paquistão é signatário deste comunicado da coalizão marítima e o implementaremos com toda a seriedade”, disse Andrabi.
A aliança marítima, além de Arábia Saudita e Paquistão, é composta por outros doze países: Kuwait, Bahrein, Catar, Turquia, Egito, Jordânia, Iêmen, Bangladesh, Djibuti, Somália e Quênia.
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do Metrópoles
O pacto militar surgiu após os Houthis, apoiados pelo Irã, anunciarem um bloqueio contra embarcações sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico. A rota vinha sendo utilizado pela Arábia Saudita como opção alternativa para escoar a produção petrolífero do país, já que o Estreito de Ormuz permanece com restrições de navegação impostas pelos iranianos.
A crise é um reflexo da retomada das hostilidades entre os Houthis e a Arábia Saudita em julho deste ano, rompendo um cessar-fogo em vigor desde 2022, após a Organização das Nações Unidas (ONU) intervir na guerra no Iêmen que se arrastava desde 2014.
Os sauditas ganharam papel central no conflito ao criar uma coalizão militar para apoiar o governo do Iêmen reconhecido internacionalmente, e nos combates contra a organização iemenita.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Junio Silva.




