
Um dos primeiros compromissos da agenda foi uma reunião na chancelaria do Brasil em Lima, capital do Peru, com a presença do embaixador Clemente de Lima Baena Soares. Essa reunião contou com a participação de empresários acreanos, e de outros estados brasileiros, e empresários peruanos para discutir as relações e a possibilidade de melhorar ainda mais o ambiente de negócios entre os dois países.
“Este ano, a participação de empresas brasileiras no evento foi uma excelente oportunidade para os produtores brasileiros, em especial para os de nosso estado, para a realização de negócios. Tive a grata surpresa de encontrar no stand do Brasil o Beto Moreto, proprietário do Café Contri, produzido em Rio Branco, entusiasmado com as novas perspectivas de mercado”.
Destacou, ainda, a presença do empresário Paulo Santoio, da Dom Porquito, umas das mais importantes agroindústrias de suínos do estado. A empresa exporta para vários países e contribui para a geração de muitos empregos na região.
Para o senador, todas as agendas de trabalho realizadas na semana foram muito importantes para o fortalecimento dos vínculos comerciais entre o Brasil e o Peru. Ao concluir, destacou a visita técnica ao porto de Chancay, na costa do Pacífico, onde empresários chineses e peruanos investirão mais de R$ 20 bilhões na construção do maior porto da América Latina.
“Este é um tipo de obra em que só acredita quem vier ver pessoalmente. Há mais de 30 anos iniciei uma luta para contruirmos a estrada do Pacífico, que hoje é uma realidade. Naquela época, todos acreditávamos que essa estrada seria a solução para todos os nossos problemas. Agora, estando aqui e diante dessa megaobra de engenharia, renasce minha esperança, porque esse porto nos proporcionará mais possibilidades de desenvolvimento. As perspectivas são as melhores possíveis”, concluiu.
De acordo com o senador, para que essa parceria dê certo e seja próspera, é preciso que o governo brasileiro e as autoridades alfandegárias implementem os acordos bilaterais entre os países para melhorar o equilíbrio aduaneiro.
“Precisamos fazer nossa parte. Entristece-me ouvir das autoridades e empresários peruanos que a nossa alfândega não funciona por falta de funcionários suficientes para a manter em atividade por 24 horas, assim como eles. De minha parte, irei insistir, junto ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para que ele venha à nossa fronteira e conheça in loco a realidade de uma alfândega que trabalha com apenas 10% de sua capacidade. Isto precisa mudar e irei trabalhar para que de fato aconteça,” declarou.



