Após cerca de 10 horas de julgamento, o pastor de uma igreja evangélica, Valmirez Peres Cavalcante e o filho dele, Nailson Peres da Conceição, foram condenados a mais de 29 anos pela morte do jovem José Celeste Souza em maio de 2015, em Rio Branco.
O crime ocorreu no dia 10 de maio de 2015, no Dia das Mães, no posto de lavagem que a vítima era sócia, localizado no bairro Jorge Lavocat, em Rio Branco. Souza chegou a ser socorrido e internado no pronto-socorro da capital, mas não resistiu e morreu no dia seguinte após passar por duas cirurgias e sofrer três paradas cardíacas.
“O que levaria um pastor desse, um homem que só fez o bem à comunidade a perder a cabeça e jogar sua liberdade para o alto? Minha defesa foi a tese de que ele [pastor] agiu sob violenta emoção após injusta agressão, porque quando ele ia passando, o rapaz [vítima] chamou ele de ‘pastorzinho’ e insultou. Aí ele perdeu a cabeça, pegou a faca no chão e desferiu o golpe. O filho estava ao lado e agiu em legítima defesa de terceiro, no caso, para defender o pai”, afirmou o advogado.
A defesa disse que não vai recorrer da decisão e afirmou que os dois condenados já estão presos em Rio Branco há cerca de dois anos e meio.
Três dias após o crime, o pastor chegou a se apresentar na delegacia junto com um advogado e após ser ouvido foi liberado, já que não estava mais em situação de flagrante. Na época, uma das filhas dele, Mayara Peres, disse que o pai agiu em legítima defesa, já que a vítima tinha agredido fisicamente sua irmã.
O padrasto da vítima disse ao G1 na época que estavam sofrendo ameaças por parte da família do pastor. A irmã de Souza disse também que a família precisou abandonar a casa onde vivia com medo das ameaças de morte dos suspeitos. A reportagem não conseguiu contato com a família da vítima nesta terça (29).
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