Exclusivo Pastores da igreja Lagoinha dão calote gigantesco e surpreendem com nova forma de gato
Inadimplência, suspensão de água e energia e uso de gerador estão no centro da disputa envolvendo o templo e os responsáveis pelo terreno
O que deveria ser um espaço destinado à fé e à realização de cultos acabou se transformando, segundo os responsáveis pelo terreno, em uma longa disputa envolvendo inadimplência, suspensão de serviços e a permanência da igreja no local.
Desde o início da relação contratual, os pagamentos teriam sido marcados por atrasos. O primeiro aluguel, no valor de R$ 150 mil, só teria sido quitado após 49 dias. A partir daí, de acordo com os responsáveis pela área, nenhum outro mês teria sido pago na data prevista em contrato. Atualmente, ainda haveria valores relevantes em aberto.
Diante da inadimplência, a responsável pela área afirma ter adotado as medidas previstas contratualmente e suspendido o fornecimento de água e energia elétrica utilizados pela igreja. Também teria sido enviada uma notificação extrajudicial comunicando a resolução do contrato e solicitando a desocupação do espaço.
Foi então que a situação ganhou um novo capítulo.
A academia, responsável pelo terreno e pelo fornecimento dos serviços, esperava que a suspensão de água e energia contribuísse para a interrupção das atividades no local. Segundo o relato encaminhado à reportagem, porém, representantes da Lagoinha, entre eles o pastor Vitão e integrantes da equipe de segurança, tentaram ingressar com um gerador para manter os cultos.
A entrada regular do equipamento teria sido expressamente impedida pelos responsáveis pela área, que chegaram a acionar a autoridade policial. Ainda segundo o relato, apesar do impedimento, o gerador acabou sendo levado para dentro do espaço por meio do imóvel vizinho, sendo transportado por cima do muro que separa os dois terrenos.
O equipamento permanece instalado e em funcionamento, segundo os responsáveis pelo local.
A situação fez com que a disputa ultrapassasse a questão financeira. Para os responsáveis pelo terreno, a forma como o gerador teria sido introduzido no espaço demonstra a intenção de manter as atividades da igreja mesmo diante da inadimplência, da suspensão dos serviços e da comunicação sobre a resolução do contrato.
Enquanto a controvérsia permanece, a Lagoinha Barra continua realizando normalmente seus cultos no local e arrecadando ofertas. Até o momento, segundo os responsáveis pelo terreno, não teria sido identificada uma comunicação pública da igreja aos fiéis sobre os débitos, a resolução contratual ou a necessidade de desocupação da área.
Procurado, pastor Vitão informou que “esses pontos não condizem com a realidade total dos fatos” e encaminhou o contato do advogado da igreja. Assim que houver retorno, esta matéria será atualizada.
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Tags:Igreja Lagoinha
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Leo Dias.




