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Pastores da igreja Lagoinha dão calote gigantesco e surpreendem com nova forma de gato

Pastores da igreja Lagoinha dão calote gigantesco e surpreendem com nova forma de gato

Exclusivo Pastores da igreja Lagoinha dão calote gigantesco e surpreendem com nova forma de gato

Inadimplência, suspensão de água e energia e uso de gerador estão no centro da disputa envolvendo o templo e os responsáveis pelo terreno

Igreja Lagoinha localizada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (Instagram)

Era para ser um acordo que tinha tudo para ser de paz. Afinal, existe algo mais “seguro” do que alugar um espaço para uma igreja? Pois não foi isso que aconteceu quando a tradicional academia Rio Sport Center, localizada na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, decidiu alugar cerca de 10 mil metros quadrados de seu terreno, em agosto de 2024, para a Igreja Batista da Lagoinha da Barra da Tijuca, ligada à família Valadão e fundada há mais de 50 anos em Belo Horizonte.

O que deveria ser um espaço destinado à fé e à realização de cultos acabou se transformando, segundo os responsáveis pelo terreno, em uma longa disputa envolvendo inadimplência, suspensão de serviços e a permanência da igreja no local.

Desde o início da relação contratual, os pagamentos teriam sido marcados por atrasos. O primeiro aluguel, no valor de R$ 150 mil, só teria sido quitado após 49 dias. A partir daí, de acordo com os responsáveis pela área, nenhum outro mês teria sido pago na data prevista em contrato. Atualmente, ainda haveria valores relevantes em aberto.

Diante da inadimplência, a responsável pela área afirma ter adotado as medidas previstas contratualmente e suspendido o fornecimento de água e energia elétrica utilizados pela igreja. Também teria sido enviada uma notificação extrajudicial comunicando a resolução do contrato e solicitando a desocupação do espaço.

Foi então que a situação ganhou um novo capítulo.

A academia, responsável pelo terreno e pelo fornecimento dos serviços, esperava que a suspensão de água e energia contribuísse para a interrupção das atividades no local. Segundo o relato encaminhado à reportagem, porém, representantes da Lagoinha, entre eles o pastor Vitão e integrantes da equipe de segurança, tentaram ingressar com um gerador para manter os cultos.

A entrada regular do equipamento teria sido expressamente impedida pelos responsáveis pela área, que chegaram a acionar a autoridade policial. Ainda segundo o relato, apesar do impedimento, o gerador acabou sendo levado para dentro do espaço por meio do imóvel vizinho, sendo transportado por cima do muro que separa os dois terrenos.

O equipamento permanece instalado e em funcionamento, segundo os responsáveis pelo local.

A situação fez com que a disputa ultrapassasse a questão financeira. Para os responsáveis pelo terreno, a forma como o gerador teria sido introduzido no espaço demonstra a intenção de manter as atividades da igreja mesmo diante da inadimplência, da suspensão dos serviços e da comunicação sobre a resolução do contrato.

Enquanto a controvérsia permanece, a Lagoinha Barra continua realizando normalmente seus cultos no local e arrecadando ofertas. Até o momento, segundo os responsáveis pelo terreno, não teria sido identificada uma comunicação pública da igreja aos fiéis sobre os débitos, a resolução contratual ou a necessidade de desocupação da área.

Procurado, pastor Vitão informou que “esses pontos não condizem com a realidade total dos fatos” e encaminhou o contato do advogado da igreja. Assim que houver retorno, esta matéria será atualizada.

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Tags:Igreja Lagoinha

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Leo Dias.

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