O pedido feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como organizações terroristas voltou a gerar tensão política e diplomática entre Brasil e EUA.
Segundo aliados do Palácio do Planalto, o governo Lula é contra esse enquadramento porque entende que a medida pode abrir margem para ações internacionais mais agressivas dos Estados Unidos dentro do território brasileiro.
A proposta já vinha sendo discutida nos bastidores desde 2025, quando o governo Trump passou a ampliar sua ofensiva internacional contra cartéis de drogas e organizações criminosas da América Latina.
Segundo reportagens internacionais, integrantes do governo americano avaliam que a classificação poderia facilitar o bloqueio de recursos financeiros ligados às facções e ampliar mecanismos de cooperação internacional no combate ao narcotráfico.
O governo brasileiro, porém, vê riscos jurídicos e geopolíticos na proposta.
Nos bastidores, diplomatas e auxiliares de Lula avaliam que o enquadramento poderia criar precedentes para interferências externas em assuntos internos do Brasil, especialmente em operações de segurança pública.
A preocupação aumentou após ações recentes dos Estados Unidos em outros países da América Latina no combate ao narcotráfico e organizações armadas.
Enquanto aliados de Flávio Bolsonaro defendem a medida como forma de endurecer o combate às facções, setores do governo afirmam que o Brasil já possui instrumentos legais próprios para combater o crime organizado sem necessidade de classificação internacional por terrorismo.
O episódio também reforça a aproximação política entre o bolsonarismo e Donald Trump em meio à disputa presidencial brasileira de 2026.




