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PCDF avança contra fraudes bancárias após prisão de diarista do crime

Por João Paulo Nunes
Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) avançou, nesta quinta-feira (27/8), nas investigações para desarticular um esquema criminoso que realizava fraudes bancárias usando dados de terceiros. A apuração dos crimes teve início após a prisão em flagrante de uma diarista, em 15 de abril deste ano, em uma agência do Banco do Brasil localizada na Asa Sul (DF).

Como mostram as imagens acima, a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) realizou busca e apreensão em quatro endereços vinculados aos investigados, localizados em Samambaia (DF) e em Formosa (GO). Trata-se da segunda fase da operação Dupla Jornada, que tem por objetivo localizar elementos relacionados aos crimes investigados.

A PCDF identificou uma estrutura criminosa com divisão definida de tarefas que mostram que o grupo mantinha comunicação constante durante o planejamento e a execução das fraudes, compartilhando informações sobre vítimas, horários, locais de encontro, deslocamentos e andamento das operações bancárias.

A investigação apontou para uma atuação coordenada, com funções específicas e complementares, mostrando que o grupo já atuava junto há tempo e de forma rotineira na aplicação de golpes. A PCDF ainda não conseguiu dimensionar o tamanho do prejuízo contra as vítimas.

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As investigações prosseguem com o objetivo analisar a participação de cada um dos envolvidos, identificar outras fraudes praticadas pelo grupo, rastrear a destinação dos valores obtidos ilicitamente e identificar eventuais outros participantes ou beneficiários do esquema criminoso.

Diarista do crime

O Metrópoles mostrou, em 16 de abril, que uma diarista foi presa em flagrante pela PCDF por suspeita de integrar um esquema criminoso de fraude bancária. Ela usava dados roubados de outras pessoas para acessar contas, movimentar altas quantias de dinheiro e obter linhas de crédito no nome das vítimas.

De acordo com a investigação conduzida pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV/Corf), a diarista era uma das operadoras do esquema no DF e recebia uma remuneração de 20% sobre o valor das fraudes.

“Considerando que ela recebia cerca de 20% por fraude, em um golpe de R$ 100 mil, o ganho chega a R$ 20 mil em um único dia”, declarou um dos investigadores.

A envolvida trabalhava como diarista e usava seu emprego para aparentar uma rotina regular e, assim, não levantar suspeitas. Ela responderá pelos crimes de associação criminosa, estelionato mediante fraude eletrônica e falsa identidade. A soma das penas pode ultrapassar 20 anos de reclusão.

Junto com ela, foram apreendidos celulares, laptops e aparelhos eletrônicos. O material passará por perícia para, inclusive, identificar outros possíveis envolvidos nos crimes.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por João Paulo Nunes.