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PCDF estoura bordel sigiloso que atendia público da Esplanada na Asa Norte

Por Carlos Carone
Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), prendeu em flagrante, na tarde desta segunda-feira (14/9), uma mulher investigada por manter um estabelecimento destinado à exploração sexual no subsolo da SCLN 410, na Asa Norte.

O esquema de prostituição que funcionava no local já havia sido revelado e denunciado pela coluna Na Mira em matéria publicada em novembro do ano passado. A prisão ocorreu no âmbito de um inquérito policial que, após denúncias e apurações, reuniu um robusto conjunto de provas indicando a exploração econômica da prostituição de forma contínua no endereço.

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A investigação da PCDF ganhou musculatura após denúncias e investigações de campo confirmarem o que a coluna expôs em novembro do ano passado: o local, formalmente registrado como clínica de massoterapia e bem-estar, operava como um bordel disfarçado. Durante as apurações, os policiais civis identificaram dois sites mantidos pelo estabelecimento.

Terapeutas da sacanagem

O primeiro apresentava uma fachada institucional, alegando oferecer serviços sem conotação sexual. O segundo portal, contudo, trazia anúncios com fotos de nudez de mulheres apresentadas como “terapeutas” ou “massagistas”, além de linguagem explícita voltada à venda de prazer. Ambas as páginas utilizavam o mesmo endereço comercial e os mesmos números de contato. Em um dos portais, o próprio local propagandeava contar com uma equipe de mais de 20 atendentes.

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As investigações conduzidas pela 2ª DP apontaram que a mulher presa exercia papel de liderança na administração da casa. Ela consta como titular dos domínios na internet e responsável pela pessoa jurídica sediada no imóvel comercial. Os agentes também mapearam uma chave pix vinculada ao número de telefone do local, registrada diretamente em nome da empresa para a arrecadação dos pagamentos.

Na tarde desta segunda, equipes da 2ª DP realizaram a abordagem no estabelecimento e efetuaram a prisão em flagrante da administradora. Foram apreendidos celulares, máquinas de cartão de crédito e débito, cadernos de anotações e documentos que passarão por perícia. A PCDF visa agora analisar a movimentação financeira e identificar outros envolvidos no negócio.

Veja imagens:

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Sigilo absoluto

Conforme exposto pela coluna no final do ano passado, o estabelecimento utilizava a fachada de bem-estar para atrair clientes — com especial atenção a frequentadores do centro da capital e da Esplanada dos Ministérios —, sob a promessa de sigilo absoluto.

O acesso era planejado para não atrair a atenção da vizinhança: em horário comercial, a entrada devia ser feita pela escada lateral da quadra; após as 18h e aos fins de semana, os clientes entravam exclusivamente pela portaria dos fundos, acionando o interfone. “Olha, são R$ 250 pela massagem e o relax final”, dizia a gerente ao recepcionar os frequentadores, apontando para um QR code fixado na parede.

O comprovante do serviço escancarava a fraude do discurso terapêutico: do valor total cobrado, R$ 170 eram lançados como “terapia” e R$ 80 constavam como um “aditivo especial” — nomeado abertamente no local como “xerecada da alegria”. Após o pagamento, as jovens contratadas eram apresentadas uma a uma em uma sala de espera climatizada antes do atendimento em área privativa.

O estouro do prostíbulo na SCLN 410 é a segunda ação desse tipo promovida pela 2ª DP na Asa Norte em curto intervalo. No último dia 23 de julho, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão e fechou outro endereço de exploração sexual na SHCGN 704/705.

Naquela oportunidade, duas adolescentes foram resgatadas no local e encaminhadas ao Conselho Tutelar, e a proprietária do imóvel foi indiciada pelo crime de manutenção de casa de prostituição.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carlos Carone.