A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta terça-feira (4/8), quatro pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, entre elas o golpe da falsa “conta segura”. Uma quinta pessoa segue foragida. Segundo a investigação, o grupo fez pelo menos seis vítimas.
As prisões foram feitas no âmbito da operação deflagrada pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), sendo duas em Curitiba, uma no Mato Grosso e outra no DF, na região do Gama. Todos os detidos têm antecedentes criminais por delitos contra o patrimônio e por estelionato. Eles vão responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de capital. Somadas as penas ultrapassam os 15 anos de reclusão.
O principal estopim para a ofensiva policial foi o prejuízo devastador sofrido por uma servidora pública
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A vítima é aposentada da CLDF, que teve R$ 1,1 milhão drenados de suas contas bancárias
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A operação mobilizou equipes no Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro
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Os policiais cumpriram cinco mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão
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Operação da PCDF desmantelou nesta terça-feira (4/8) uma sofisticada teia criminosa especializada em golpes eletrônicos de alta precisão
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A análise técnica dos investigadores da 2ª DP expôs uma engrenagem refinada e altamente estruturada, baseada na divisão de funções, no uso coordenado de diversas linhas telefônicas e no compartilhamento de equipamentos e contas bancárias destinadas à pulverização dos valores obtidos ilicitamente.
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do Metrópoles DF
A investigação teve início após uma servidora pública aposentada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) denunciar ter sido vítima de um golpe em que teve prejuízo de R$ 1,1 milhão. O primeiro contato veio sob a fachada de uma simples ligação de uma concessionária de energia elétrica, informando sobre o ressarcimento de um suposto valor financeiro.
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Sobre a operação
- A PCDF deflagrou, por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), uma operação para cumprir cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas;
- Os mandados foram cumpridos simultaneamente no Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro;
- Ao final da operação, quatro pessoas terminaram presas no DF, Paraná e Mato Grosso. Um quinto suspeito segue foragido;
- Um dos mandados de busca foi cumprido na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri (RJ);
- Os investigados são apurados, em tese, pelos crimes de estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais;
- Pelo menos seis pessoas foram vítimas do esquema fraudulento no DF.
Com a vítima engajada no atendimento, a quadrilha ativou o segundo andar da fraude, onde outros integrantes entraram em cena se passando por servidores do Banco Central e policiais federais. Sob forte pressão psicológica, os falsos agentes convenceram a idosa de que sua conta bancária estaria sendo utilizada por criminosos e que seu patrimônio corria risco iminente.
Sob o pretexto de proteger seus recursos, a mulher foi induzida a realizar sucessivas transferências bancárias para contas indicadas pelos golpistas, compartilhar a tela do próprio celular, alterar senhas e autorizar novos dispositivos em seus aplicativos bancários, resultando no prejuízo milionário.
A Polícia Civil destacou que a mesma metodologia e os mesmos números telefônicos foram empregados em outras ocorrências registradas no Distrito Federal.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Luis Fellype Rodrigues.




