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Pedestre acusado de matar PM ao ser atropelado por ele é absolvido

Por Milena Vogado
Reprodução/Instagram

Um homem acusado de homicídio doloso contra um policial militar (PM) foi absolvido pelo Tribunal do Júri nessa quinta-feira (3/9), em São Paulo. O réu é um pedestre que foi atropelado pelo agente ao atravessar a rua. Com o impacto, o pedestre foi lançado a metros de distância, e o PM caiu e bateu a cabeça no meio-fio, morrendo no local.

Ele respondia por homicídio doloso com dolo eventual, pois o Ministério Público do Estado (MPSP) entendeu que a travessia foi intencional, com o objetivo de obstruir uma perseguição policial a um motociclista em alta velocidade.

Para a promotoria, o pedestre assumiu o risco de causar a morte do agente. O Conselho de Sentença, no entanto, considerou o homem inocente. O réu passou um ano, quatro meses e 15 dias preso.

Dinâmica do atropelamento e morte do PM

Policiais militares faziam o patrulhamento de uma área de baile funk no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, em 19 de abril de 2025, quando uma equipe da Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM) ordenou a parada de Luiz Gustavo Ferreira de Oliveira, que pilotava uma motocicleta sem placa. Ele desobedeceu e empreendeu fuga.

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do Metrópoles SP

Durante a perseguição dos policiais ao suspeito na rua Póvoa de Varzim, o réu Paulo Diego Aparecido dos Santos Martins atravessou a rua, e acabou atropelado pelo soldado Igor Gonçalves Romero.

Paulo foi arremessado com o impacto, perdeu a conscência e acordou mais tarde no hospital, sendo preso no mesmo dia. Igor caiu da motocicleta e bateu a cabeça na guia da calçada, morrendo no local.

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Condenações e soltura

  • Luiz acabou detido a cerca de 4 km de distância e passou nove dias preso.
  • Ele foi julgado no mesmo processo que Paulo, sendo condenado por adulteração de sinal de veículo, mas absolvido pelo Conselho de Sentença do crime de desobediência.
  • O motociclista foi sentenciado a três anos de reclusão e seis meses de detenção, que podem ser substituídos por prestação de serviços a comunidade e multa.
  • Paulo respondeu a todo o processo preso preventivamente. Quando foi absolvido pelo Conselho de Sentença, o juiz revogou imediatamente a prisão preventiva e ordenou a expedição de seu alvará de soltura.

PM lamentou acidente

À época, o Comando de Policiamento de Área Metropolitana Dez (CPA/M10) lamentou a morte de Igor.

“Encarregado de equipe do Programa de Policiamento com Motocicletas da 2ª Companhia do 37º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, o Sd PM Romero acompanhava uma motocicleta que não obedeceu as ordens de parada, quando sofreu um grave acidente. Apesar de todos os esforços no atendimento médico, ele não resistiu”, publicou o comando nas redes sociais.

“Seu amor à farda e dedicação à segurança da sociedade jamais serão esquecidos. Nos solidarizamos com a familia, amigos e toda a tropa neste momento de dor. Que sua memória siga viva em cada policial que, assim como ele, escolheu servir e proteger. Descanse em paz, irmão de farda”, finalizou a publicação.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Milena Vogado.