O celacanto – um peixe que se pensava ter sido extinto junto com os dinossauros há 66 milhões de anos antes de ser inesperadamente encontrado vivo e bem em 1938 na costa leste da África do Sul – está surpreendendo ainda mais os cientistas.
Os pesquisadores utilizaram os anéis de crescimento anuais presentes nas escamas dos peixes para determinar a idade individual dos celacantos – “assim como é feita a leitura de anéis de árvores”, explicou o biólogo marinho Kélig Mahé, da instituição oceanográfica francesa Ifremer, e principal autor do estudo publicado nesta semana na revista Current Biology.
Os celacantos apareceram pela primeira vez durante o período Devoniano, há cerca de 400 milhões de anos, cerca de 170 milhões de anos antes dos dinossauros. Com base no registro fóssil, acreditava-se que eles tinham desaparecido durante a extinção em massa que exterminou cerca de três quartos das espécies vivas da Terra após a queda de um asteróide no final do período Cretáceo.
Depois de ser encontrado vivo, o celacanto foi apelidado de “fóssil vivo”, descrição agora rejeitada pelos cientistas.
“Por definição, um fóssil está morto e os celacantos evoluíram muito desde o (período) Devoniano”, disse o biólogo e co-autor do estudo Marc Herbin, do Museu Nacional de História Natural de Paris.
Os celacantos moram no oceano, em profundidades de até 800 metros. Durante o dia, ficam em cavernas vulcânicas sozinhou em pequenos grupos. As fêmeas são um pouco maiores do que os machos, atingindo cerca de 2 metros de comprimento e pesando 110 quilos.




